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Arquivo da categoria ‘Tem Visita na Cozinha’

foto: Vivi Asevedo

Primeiro devo dizer que esse prato é uma delícia. Quentinho, cremosinho, com batata palha e uma saladinha, exatamente como está na foto, perfeito pra mim. Não-precisa-de-mais-nada! É só garfo e faca para enfrentar o morrinho de fricassê que tem no prato e pronto!

A sugestão do Fricassé de Frango foi enviada por minha amiga Vivianni Asevedo, isso mesmo tá certinho! Vivianni com dois N’s e Asevedo com S! Pronto Vivi, acho que assim não vão mais escrever seu nome errado. Também odeio que escrevam meu nome incorretamente: Paula de Oliveira Lima e Mello, com dois L’s no Mello!

Que papo é esse de nome? A gente tá aqui pra falar de comida ou pra falar de registro de nomes em cartório? De comida, né?!

Antes de passar a receita da Vivi, devo dizer que ela é minha companheira de trabalho. Sentamos uma do ladinho da outra. Quando a gente pega pra conversar não para mais. O povo chega a colocar fone de ouvido pra não escutar nosso tricô. Mas é que a gente tem muito assunto. Adoramos falar sobre família, sobre as estripulias do Tiago, seu filhinho mais novo, falamos de comida, shopping e sempre exaltamos a Bahia, nosso destino de viagens preferido! Né Vivi?

Também devo dizer que a Vivi, insiste em afirmar que não é boa de cozinha, porém vive inventando moda na casa dela que eu sei. Ah! E sei também que todo mundo aprova suas experiências culinárias. Assim como aprovaram o fricassê e a saladinha. Aliás, não tá a cara da riqueza essa “saladenha”? Morango, manga, alface, couve-flor, brócolis, queijo… nessa salada tem até pétalas de flores cultivadas pelos anões dos campos holandeses.

Brincadeiras à parte quero dizer que é um prazer ter a Vivi aqui no Tempero Novo! Tô esperando agora a receita do cupim congelado com alho que é uma das especialidades do Adriano Borges, sem o Araújo!

Agora, apresento a receita da Vivi do jeitinho que a família dela gosta e da forma que ela enviou:

Ingredientes

1 lata de creme de leite
1 lata de milho verde (Eu prefiro o milho fresquinho. Então refoguei o milho da espiga!)
1 copo de requeijão cremoso
100g de azeitonas verdes sem caroço
2 peitos de frango desfiados ou cortado em cubos pequenos
200g de muçarela fatiada
100g de batata palha (Coloquei mais que isso!)
1 xícara de água
1 pitada de sal

Modo de Preparo
1º Bata no liquidificador o milho, o requeijão, o creme de leite e a água. Coloque esse creme numa panela e leve para o fogo junto com o frango e as azeitonas. Deixe refogar até ficar com uma textura espessa. Acerte o sal.

2º Coloque o creme numa assadeira, cubra com muçarela e espalhe a batata palha por cima de tudo.

3º Leve o fricassé ao forno até que o queijo esteja completamente derretido.

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Há tempos o Ângelo vem demonstrando que está impregnado da minha paixão culinária. Ele sabe várias coisas específicas desse mundo. Tipo, ele tem conhecimento que a Le Creuset é a marca top de panelas e que elas são caríssimas. Sabe que existem equipamentos específicos para determinados afazeres, tais como o zester, que tira raspas perfeitas de frutas cítricas. Sabe que as facas precisam passar pela chaira, todas as vezes que forem usadas para que não percam o fio etc, etc, etc. O fato é que ele, apesar de saber muita teoria, nunca praticou.

Como percebo que ele tem vontade de desenvolver suas habilidades na cozinha, o incentivei a preparar o ensopado de camarão*. Diga-se de passagem, seu prato preferido. Apesar de ter sido sua primeira na cozinha, o resultado foi essa belezura que vocês podem apreciar com os olhos!

Como dia 29 é seu aniversário, preferi que ele contasse sua história, uma forma de homenagear meu esposinho lindo, companheiro e dedicado. Vai que é tua “meu benzinho”!!!

foto: Ângelo Mello

Comfort food de baiano é almoçar na rede?

Meu pai, o velho Luizão, é um excelente cozinheiro. Muito bom mesmo, de forno e fogão, e faz o melhor feijão que eu já comi em minha vida. A lasanha dele, que era um clássico dos almoços de domingo lá em casa, já foi postada aqui pela Paula e fez o maior sucesso. Eu cresci vendo meu pai na cozinha, porque os almoços de fim de semana, quando a funcionária folgava, era ele quem preparava. Os pratos eram simples, na maioria regionais, mas saía cada delícia: lombo de porco com feijão de corda, lombo bovino recheado com lingüiça, moqueca de peixe, moqueca de arraia, peixe assado, quiabada, feijoada, dobradinha, cozido, sarapatel, macarrão de forno, panquecas… hummm, me dá água na boca só de lembrar.

 Então, nada mais normal do que eu ter toda a intimidade com a cozinha, certo? Errado! Eu sempre fui uma negação. A única coisa que sei fazer bem feito são ovos mexidos, numa técnica especial que aprendi com meu pai (segredo de família, não adianta pedir a receita). Mesmo quando saí de Salvador e fui morar sozinho em Goiânia, nunca me arrisquei na cozinha. No máximo, fazia um macarrão com molho de salsicha ou um churrasco no George Foremam Grill. A base da minha alimentação era o Giraffas, tinha um do lado de casa. Depois que casei com a Paula, me especializei em cuidar da cerveja e do amendoim torrado que a gente belisca enquanto ela cozinha.

Domingo passado, eu pedi pra minha linda e amada esposa preparar meu prato favorito: ensopado de camarão. É o que eu posso chamar de comfort food, pra usar um termo de bacana, pois todo ano em meu aniversário eu saía com minha família pra jantar ensopado de camarão no Yemanjá ou no Ki-Muqueca, restaurantes regionais que ficam em Salvador.  Quando vi como a receita era simples, tomei coragem de tentar prepará-la. A Paula me deu o maior apoio e, o mais importante, me orientou quanto ao correto preparo dos ingredientes. Pano rápido: eu não tenho coordenação motora fina, então cortar uma cebola pra mim é um desafio e tanto, mas fiz tudo sozinho e nem cortei os dedos.

Digo que a receita é tão fácil, tão fácil, que eu consegui fazer direito. Ficou uma delícia, quase tão bom quanto os que eu comia em Salvador, e a gente raspou a panela. Claro que o camarão congelado não tem a mesma textura e sabor que o camarão fresco, esse é mais um ônus por morar tão longe do mar, mas o prato ficou bem cheiroso e saboroso. Fiz também os acompanhamentos, arroz (pela primeira vez na vida) e farofa, que também ficaram no ponto.

Não sei se daqui pra frente eu vou me aventurar mais nas panelas, mas essa experiência foi a prova de que a cozinha é um espaço democrático e aberto a todos aqueles com vontade, dedicação e, no meu caso, uma esposa maravilhosa.

PS: Esse post é dedicado a minha esposa, minha família e aos amigos de Goiânia que sempre me salvavam do Giraffas me convidando pra almoçar no final de semana (Camila e Tia Beth foram as campeãs). Se você que está lendo e nunca me convidou, morra de remorso.

 

ENSOPADO DE CAMARÃO

Ingredientes

3 colheres de sopa de azeite de oliva

2 cebolas picadas

3 dentes de alho picados

3 tomates sem pele e sem sementes picados (lembram como faz isso? Vejam aqui!)

1 pimentão vermelho sem sementes e cortado em tiras

Coentro picado a gosto

1 xícara de chá de leite de coco

½ xícara de chá de extrato de tomate

400g de camarão grande

1 pimenta dedo-de-moça sem sementes, picadinha

1 pimenta de cheiro sem semente, cortada em dois pedaços

Sal a gosto

Modo de Preparo

1º Em uma panela, aqueça o azeite e doure a cebola e o alho.

2º Acrescente o tomate, o pimentão e refogue por 3 minutos.

3º Junte o leite de coco, o extrato de tomate, misture e deixe ferver por 3 minutos.

4º Adicione o camarão, a pimenta de cheiro, a pimenta dedo-de-moça  e deixe ferver por mais 10 minutos. (Se você perceber que o caldo está muito grosso, acrescente ½ xícara de chá de água filtrada. A água vai ajudar no cozimento do camarão e, no final, o caldo vai engrossar de novo. Se deixar o caldo grosso por mais 10 minutos no fogo é provável que grude no fundo da panela!)

5º Acerte o sal e sirva o ensopado com arroz branquinho e uma farofinha de mãe.

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Pois bem, na segunda-feira eu falei sobre meu amigo Marcus que havia me pedido um help, em nome de sua mãe, sobre o que fazer com uma bendita mostarda Dijon que ela havia comprado. Agora vou pagar a segunda parte da promessa e atender a uma solicitação que vem do próprio Marcus. Vejam o que ele me pede:

Quanto a mim, preciso aprender a fazer geleia. Gosto bastante de geleia de frutas, mas as melhores, com sabor caseiro, são bem caras. Como estou em uma fase do-it-yourself, adoraria fazer minhas próprias geleias. Será que você poderia nos ajudar?

 

Um grande beijo!

Parabéns pelo blog. Tá uma delícia!

Marcus Garcia (a.k.a. Marcus Purple)

p.s.: Juro colaborar com uma receita para o blog da próxima…

 

Marcus, realmente, as geleias com sabores homemade estão com preços pela hora da morte, pelo menos por aqui. E olha só que coincidência! Eu e Ângelo somos um casal de fases. Essas temporadas vêm e voltam a todo o momento. Temos a fase de tomar sucos. Fase de comermos sanduiches naturais. Temos a fase de bolos no café-da-manhã e, na semana passada, começamos a fase da torrada com geleia. Compramos uma tudo-de-bom da Queensberry, que para mim é a melhor marca. Escolhemos o sabor frutas silvestres adoçado naturalmente com suco de frutas. Essa geleia é deliciosa, mas aqui pra gente chega a custar até R$ 12,90, salgadinho, né?!

Pois bem, aproveitei sua solicitação e nossa fase geleimaniacos para exercitar o tal do “faça você mesmo”, que eu também sou super adepta. Pesquisei bastante! Queria uma geleia saudável e barata. Aproveitei a época dos morangos e utilizei essa fruta como ponto de partida. O resultado foi uma geleia de morango com pêra e açúcar mascavo. As receitas que encontrei só usavam açúcar refinado, mas optei pelo mascavo porque é mais saudável e menos doce. Na verdade, o açúcar mascavo tem praticamente a mesma caloria do açúcar refinado, a diferença é que por não passar por um processo de beneficiamento ele mantém as vitaminas e os sais minerais da cana-de-açúcar.

Pela foto você vai notar que o açúcar mascavo conferiu uma cor mais escura à geleia de morango. Além disso, notei que o sabor ficou bem parecido com a geleia que havia comprado na semana passada. Constatei que a pêra contribuiu para isso, ela a tirou aquele azedinho do morango e trouxe suavidade ao paladar. Espero que goste!

foto: Ângelo Mello

GELEIA DE MORANGO

Ingredientes

3 caixas de morangos

1 xícara de chá de açúcar mascavo

1 pêra descascada e ralada

 

Modo de Preparo

1º Lave os morango em água corrente e retire as folhas.

2º Coloque os frutos de molho numa tigela com água por 20 minutos.

3º Retire os morangos, sem escorrer a água, com cuidado para que as “sujeirinhas” fiquem no fundo da tigela.  

4º Pique os morangos grosseiramente.

5º Numa panela, junte os morangos picados, a pêra ralada e o açúcar mascavo. Leve ao fogo baixo e deixe cozinhar por cerca de 50 minutos, ou até que se forme uma calda grossa e os morangos fiquem bem macios. (cuidado! Mexa sempre pra evitar que a geleia grude no fundo da panela.)
6º Retire a geleia do fogo e deixe esfriar. Distribua em vidros esterilizados* e guarde na geladeira. (se você preferir, bata a geleia fria no liquidificador para que a textura fique mais lisa. Eu fiz isso!)

 

Rendimento

2 potes de 300g cada

 

Custo Total R$ 8,30

Morangos: R$ 6,00

Pêra: R$ 0,40

Açúcar Mascavo: R$ 1,90

 

foto: Ângelo Mello

* dica: os potes de vidro podem ser reutilizados. Porém, é preciso esterilizá-los muito bem antes de guardar geleias ou conservas neles. Para isso, numa panela grande, ferva bastante água, coloque o vidro e a tampa e deixe ferver por uns 20 minutos. Para retirá-los utilize uma pinça de cozinha e deixe-os escorrer sobre um pano de prato limpo.

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Existe um trecho bíblico que diz que “há amigos mais chegados que irmãos”. Compreendo isso como aqueles amigos fraternais, que podemos passar anos e anos sem contato e que você nunca esquece. Amigos que, mesmo longe de sua rotina diária, estão presentes em suas recordações e participam dos momentos mais importantes de sua vida.

Com o Marcus é assim. Um amigo fraternal. Que mesmo não nos vendo com freqüência, continuamos tendo afinidades e participando da vida um do outro!

Os posts de hoje e de amanhã são muito importantes pra mim. Espero que o help que o Marcus me pediu esteja a contento. Quero fazer um afago no meu amigo querido!

Agora vejam a história dele:

 Olá minha querida amiga de infância Paula! (a.k.a Paulete Pink)

Adoro o blog, seus textos são tão deliciosos quanto as receitas, e as fotos do Ângelo são incríveis. Hoje vou ser bem abusado e te pedir duas receitinhas, uma em nome da minha mãe, Lady Zu, e uma para mim mesmo.

A primeira é uma sugestão que minha mãe precisa. Ela adora receber familiares e amigos e sempre inventa algo novo para cozinhar e fugir do chambari de todo fim de semana (meus pais amam).

Há uns dois meses ela inventou de fazer um lagarto de panela, mas queria incrementar um pouco mais, dar um sabor diferente. Nesse dia ela comprou uma mostarda chamada “Mostarda L’Ancienne”. Na carne da forma que ela fez ficou super legal, bem saboroso mesmo. Todos adoraram o toque de mostarda. Menos ela. Disse que acabou com o lagarto. Olha, eu amei. Até temperei bifes depois com um pouco de mostarda que roubei dela.

Agora ela precisa usar a mostarda, para não perder e não temos ideia do que ela pode fazer com o ingrediente. Não sabemos nem com que tipo de carne ela pode ser usada e nem a forma como pode ser preparada!

Marcus Garcia (a.k.a. Marcus Purple)

 (…)

 

A história do Marcus continua amanhã! Mas agora vamos a tal mostarda que sua mãe comprou. Trata-se de um ingrediente que surgiu em Dijon, na França. Por isso chama-se mostarda Dijon. É uma versão mais refinada, com sabor picante, bem diferente daquela que comemos em lanchonetes. É preparada a partir de sementes de mostarda moídas e misturadas em vinho branco, vinagre e ácido cítrico. A que sua mãe comprou é uma mostarda à moda antiga, “l’ancienne”. Nela temos grãos no meio da pasta amarela, o que deixa ainda mais ardidinha. Confesso que meu paladar não se adapta muito bem a essa versão, prefiro a mostarda Dijon sem grãos, mas também podemos suavizar essa mostarda que você tem aí com duas receitinhas simples, que vão agradar todos os tipos de paladares. Repare só:

 

Molho de Mostarda Dijon

 

foto: Ângelo Mello

Esse molho é ideal para acompanhar carnes, legumes ou até para passar no pão. Imaginei também que poderia ser legar servir com aqueles palitinhos de frango que vendem nos supermercados. Daí era só mergulhar o nugget no molho, pensou que tudo? Acho que daria um bom aperitivo! Esse molho é bacana porque você pode dosar o sabor picante da mostarda adicionando mais ou menos creme de leite.

 

Ingredientes

2 colheres de mostarda Dijon

1 cebola pequena picadinha

1 xícara de chá de maionese light

1 xícara de chá de creme de leite fresco (infelizmente não temos creme de leite fresco aqui em Palmas, então uso o de caixinha mesmo. A diferença é que o creme de leite fresco tornaria o molho mais líquido e o creme de leite de caixinha deixa ele mais cremoso, durinho mesmo!)

Suco de meio limão

Salsa picadinha a gosto

 

Modo de Preparo

Misture todos os ingredientes e pronto. Agora se ficar muito picante, você pode colocar mais creme de leite para equilibra o sabor.

 

Lá em casa servi esse molho de duas formas, olha aí:

foto: Ângelo Mello

Fiz um “McMello” com tiras de filé mignon, queijo prato, alface americana, cebola roxa puxada no molho shoyu e molho de mostarda Dijon. Chamei de McMello em homenagem ao meu maridinho, Ângelo Mello, meu fotógrafo oficial.

 

foto: Ângelo Mello

Aqui servi bifinhos de filé mignon e, por cima, coloquei o molho de mostarda Dijon. Acredito que ficaria bom com outros tipos de carne e até com frango!

 

Enroladinho de Frango com Mostarda Dijon

foto: Ângelo Mello

Mais uma vez quem me salvou na cozinha foi a chef Rita Lobo, do Panelinha. Essa receita é super versátil e mega rápida. Dá pra servir como petisco ou, acompanhada de uma saladinha verde com tomate, vira uma refeição leve e gostosa.

 

Ingredientes

Filezinhos de frango

Mostarda Dijon

Fatias de queijo muçarela (o Fantástico informou que a grafia correta é assim mesmo, muçarela, humpf!)

 

Modo de Preparo

1º Espalhe mostarda Dijon na parte de dentro dos filezinhos.

2º Coloque meia fatia de queijo muçarela e enrole o frango.

3º Passe um pouco mais de mostarda na parte de fora do enroladinho e cubra com um pedacinho de muçarela.

3º Unte uma assadeira com um fio de azeite e acomode os enroladinhos de frango.

4º Asse em forno previamente aquecido a 180°C. Quando os enroladinhos estiverem assados, aumente o fogo para gratinar o queijo que está por cima dos enroladinhos.

Marcus, espero que você tenha curtido as sugestões. Procurei propor coisas simples pra que sua mãe curta fazer sem grandes complicações. Assim, evitamos uma segunda decepção com a tal mostarda! Na sequência, trago sua outra “receitenha”!

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e-mail enviado por Camila Carvalho ao Tempero Novo

 

Aprendi a cozinhar quando era pequena. Aliás, cozinhar, lavar, passar, arrumar a casa e costurar! Na minha família (do interior “do” Goiás) mulher que não sabe fazer tudo isso é loser e “homem nenhum vai querer casar”! *hahaha

Lembro que em uma das minhas férias escolares passei um mês na fazenda e tive que aprender a pegar o frango, matar, passar na água quente, depenar, “sapecar”, cortar e cozinhar, difícil? Não, antes ainda era preciso acender o fogão a lenha!

O cardápio não era lá muito variado: arroz, feijão, carne, e as “misturas”, sempre um molho de alguma verdura (se você souber o que é cambuquira, ganha uma gamela), “saladitumate” ou macarrão. Pra nós de Morrinhos, macarrão é mis-tu-ra! Fui pra Itália recentemente e descobri que não, macarrão não é mistura! Mas não posso falar isso lá em Morrinhos senão vou ser chamada de herege!

Depois que cresci e passei a conhecer mais coisas, viajar e experimentar de tudo, decidi que era hora de diversificar e “refinar” meu repertório culinário. Há pouco tempo montei meu apartamento e, morando sozinha, adoro ter a casa cheia de amigos (e tenho muitos, graças a Deus! E os amo demais! E um beijo pra eles!). Coisa que me dá prazer é cozinhar pros meus amigos. Então, nessa minha tentativa de especialização culinária, tenho usado meus amigos como cobaias dos meus experimentos. A partir disso instituí a “Quinta de Primeira” cujo slogan é “Nossa orgiazinha etílico-gastronômica semanal”. Toda quinta-feira é dia de testar um novo prato lá em casa e “harmonizar” com um vinho. Ahããã, somos metidos a sommeliers também (ah, se o pessoal de Morrinhos me visse agora!).

Daí entra você com esse blog delicioso de ler, ver, e testar, que me inspira e me faz querer experimentar tuuudo! E agora ainda passamos a fofocar pelo Face, o que tá sendo mais bacana porque a gente se diverte antes, durante e depois de cozinhar. Precisa me ver com o notebook em cima da pia lendo as receitas!

Semana passada fiz uma Paella (o desafio mór até agora), de sobremesa teve Trufado de Dois Chocolates e Morango by Tempero Novo. Fora isso já fiz a Torta de Limão, sucesso absoluto, amada e lembrada por todos que experimentaram, e fiz também a Lasanha Mello que o povo comeu tanto que todo mundo dormiu!

 

Beeeijos,

 

Camila

1. Lasanha Mello 2. Trufado de Dois Chocolates e Morango

Hei, Camila! Cambuquinha, seria cumbuquinha, pote, tigelinha? Porque quando eu era criança pequena lá em Catanduva a gente também usava isso! Aliás, usa até hoje, mas a gente chama de ramequim, pra ficar phyno, ai, ai. Se for, quero minha gamela, usada de preferência! Hehehe, ai, ai! Bom demais…

…hoje resolvi deixar a Camila contar a história dela primeiro pra depois fazer meus comentários. E vi que temos muito em comum. Na minha família, do interior de São Paulo, as mulheres também passam por um curso de “Rainha do Lar”. O legal é que nesse curso temos o módulo “Aprenda a ser independente”. Agradeço demais aos meus pais por todos os ensinamentos culinários, de organização, limpeza e responsabilidade. Camila, sabia que estamos virando raridade? Ainda ontem conversava com uma pessoa sobre isso. Hoje, as crianças não querem nem saber de arrumar a cama, guardar a própria roupa ou colocar a toalha de banho no varal pra secar. Imagina se vão querer cozinhar, passar ou depenar um frango? Por outro lado, também acho que isso é culpa dos pais que estão deixando os filhos ficarem preguiçosos. E não me venham falar das tecnologias da informação e comunicação, não! Eu também uso todas essas ferramentas tecnológicas para trabalho e lazer e, mesmo assim, lavo, passo e cozinho etc, etc, etc! Quero fazer diferente com meus pimpolhos. Quero educá-los pra viverem independentes. Quero que saibam usar o mais moderno aparelho eletrônico, mas também quero que saibam fazer arroz, passar roupa, pra serem completamente autônomos.

Agora, voltando a falar da Camila… ela é uma das sócias do Clube da Luluzinha do Tempero Novo e, por isso, também participa da seção “Tem visita na cozinha”. Ai Camilinha, fico tão contente quando recebo suas “fotenhas”! Adoro ver que as pessoas estão se dedicando a casa, às pessoas. Isso é bom, faz bem pra gente porque cultiva em nós algo que está meio perdido e que faz muita falta: a preocupação com o outro, a vontade de se dedicar. Vivemos tão agoniados com os afazeres do trabalho que às vezes esquecemos o quanto é bom comer em casa, comida quentinha, honesta e caseira que pode ser um arroz com feijão, mas também pode ser uma Paella igual a que Camila fez para os amigos, vejam a receita! 

Não tá rico esse negócio?

PAELLA DE FRUTOS DO MAR (receita da Camila)

Ingredientes

50ml de azeite

1 quilo de kit para Paella

400gr de arroz parboilizado

400gr de peito de frango picado em cubos

500gr de camarões-rosa descascados

500gr de marisco meia concha

1 pimentão vermelho, metade picado em cubos e metade cortado em tiras finas para decorar

1 pimentão verde picado em cubos

1 pimentão amarelo picado em cubos

1 cebola picada

2 dentes de alho picados

2 tomates sem pele e sem sementes picados em cubos

2 limões

Açafrão a gosto

Pimenta a gosto

Sal a gosto

 

Modo de Preparo

1º Frite os cubos de frango em azeite até ficarem dourados, reserve.

2º Afervente os ingredientes do kit para Paella em água, sal e caldo de meio limão. Reserve os ingredientes do kit e guarde a água da fervura.

3º Afervente o marisco em água, sal e caldo de meio limão, reserve.

4º Passe rapidamente os camarões-rosa no azeite com uma pitada de sal e pimenta, reserve.

5º Em uma paellera, ou numa wok, ou em qualquer panela de base larga, aqueça o azeite e frite a cebola e o alho.

6º Acrescente os pimentões verde e amarelo e os tomates, duas colheres de chá de açafrão, junte o frango e refogue. Acrescente o arroz e misture bem.

7º Adicione a água do cozimento do kit até cobrir o arroz e acerte o sal.

8º Monitore o cozimento do arroz, quando a água começar a secar acrescente os ingredientes do kit. (nessa hora é melhor provar, a minha ficou sem sal)

9º Cubra o arroz com os mariscos na concha, os camarões-rosa e o pimentão vermelho em tiras, tampe.

10º Quando o arroz estiver cozido está pronto. Sirva com o restante dos limões cortados, salsa ou coentro.  

 

Rendimento

Essa quantidade era, supostamente, pra servir 6 pessoas, mas serve umas 10! Eu sou a pessoa mais exagerada do mundo, na outra encarnação devo ter sido cozinheira de tropa!

 

 

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O coração da blogueira tá feliz porque a proposta do blog está valendo muito a pena. Receber os depoimentos dos leitores dizendo que fizeram determinada sugestão publicada no Tempero Novo e que a experiência deu certo é absurdamente compensador.

Ao longo desses quase 4 meses de blog, pude comprovar que a cozinha é mesmo um ambiente de congregação familiar, de conversa boa e de realizações. Sim, realizações! Isso porque pra nós que não somos profissionais de gastronomia, a concretização de um prato com aroma, textura e sabor planejados, é uma conquista, não acham? É claro que existem frustrações, e elas nos ensinam também! Mas desenformar uma tortinha sem que ela desmorone é tão bom!

O coração da blogueira tá feliz porque recebeu um depoimento emocionante da Ludmila, uma amiga do Ângelo, que ainda eu não conheço pessoalmente. Como foi bacana ler o e-mail dela! Há alguns meses temos mantido contato através de e-mail e mídias sociais e, desde então, somos amigas-de-infância-da-internet. Somos mulheres, profissionais, esposas, donas de casa e cozinheiras em constante aprimoramento! Não é Ludmila?!

Pra comprovar isso, hoje vou apresentar o depoimento dela e uma de suas experiências na cozinha. Ela fez a Torta de Legumes e Carne que postei aqui. Isso fez o coração da blogueira muitoooo feliz! Beijo Ludmila!

(Desculpem a quantidade de exclamações, mas precisava exprimir minha emoção!!!)

A Torta de Legumes e Carne da Ludmila

 (…) as receitas do Tempero Novo batem ponto na minha casa. Nunca tiro fotos, afinal as lições de ”comer com os olhos” e ”servir com amor” vão ficar pro próximo módulo. Mas, quando vi essa torta de legumes sair do forno, linda e cheirando deliciosamente bem, dei pulinhos de alegria. Chamei o marido pra ver, tirei fotos, postei no Facebook, liguei pra minha mãe, tudo que tenho direito!!! Ainda não amo cozinhar, mas suas receitas tem tornado minhas experiências culinárias muito mais divertidas (…)

(…) Eu apaixonei pelo seu blog, desde então acesso todo dia, fico encantada com a forma que você descreve suas receitas e já me sinto sua amiga… hahaha. Diferentemente de você, sou um terror na cozinha, mas como diz o meu marido, sou muito esforçada. Essa semana cozinhando me peguei pensando – “A Paula fala que tem que cozinhar com amor” – porque eu cozinho sofrendo, aí pensei em te mandar um e-mail. Quero te parabenizar pelo blog, dizer que a simplicidade com que você escreve tem me ajudado muito a testar e tentar, além de achar que o Ângelo é um sortudo porque pode experimentar todas essas delícias e é casado com uma pessoa tão legal como você. Espero conhecê-la pessoalmente quando vier para Goiânia. Mande um grande abraço para o Ângelo.

Abraços,

Ludmila

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Hoje faço uma singela homenagem a uma companheira de trabalho, a Alessandra Bacelar. Gente, ela casou! Não sei se ela adotou o nome do marido, mas estou chamando-a de senhora Adrian. Ai que lindo! Gosto tanto de saber que as pessoas estão se casando. Nada contra quem prefere ficar solteiro, mas casar é tão bom. A gente tem com quem dividir tudo, falar das agonias da vida e aproveitar o que ela tem de melhor. E foi isso que a Alessandra resolveu fazer. Ela juntou os paninhos com o Sandro e agora tem um futuro de felicidade promissora pela frente, com filhos, cachorro, periquito e papagaio.

A Leca sempre cozinhou, como já mostramos aqui, porém pelo que já fiquei sabendo a vida de casado anda ensinado o maridão Sandro a preparar pratinhos com sabor de amor, né Leca?!  Quem sabe um dia mostraremos uma receitinha dele aqui no blog?! A Alessandra sempre manda suas sugestões! E, antes de apresentar o prato especial que ela enviou, preciso desejar que Deus abençoe demais o casamento dela e do Sandro e que toda sorte de bênçãos esteja sobre a vida dos dois. FE-LI-CI-DA-DES!!!

Agora, “vamo trabaiá que nóis gosta de conzinhá”… heheheh!

Essa receita aprendi quando minha mãe tinha um restaurante lá em Barreiras, na Bahia. Eu gosto muito desse prato. Sempre que vou fazer, peço auxílio da mamãe. Assim ela fica envaidecida por ver a receita dela sendo posta em prática.

Vamos lá, aos ingredientes! Essa é a parte mais engraçada. É minha mãe que compra o salmão lá em Barreiras e manda para mim. Ela faz frito e eu faço assado. Fiquem à vontade, o importante é o tempero.

Prepare uma marinada com alho, sal e aceto balsâmico, para dar uma incrementada. Se gostar, pode acrescentar alecrim (eu gosto, mas nem todos gostam). Para penetrar bem o tempero eu costumo colocar o salmão naqueles sacos plásticos com fecho. Assim. fica mais fácil de manusear! Deixo o peixe marinando de 20 a 30 minutos. Aí é hora de levá-lo para o forno. Pegue uma assadeira, forre o fundo com papel alumínio e leve a posta inteira para assar. Você pode fritar também, mas corte o salmão em fatias.

No forno, vai depender do gosto de cada um. Tem gente que prefere o salmão totalmente cozido. Se for essa a sua preferência, deixe assando aproximadamente 30 minutos. Tem gente que prefere o peixe mais úmido, com 25 minutos ele fica perfeito! Se for fritar escolha uma panela antiaderente e frite dos dois lados. Eu, particularmente, prefiro o salmão assado porque dá tempo de fazer simultaneamente o molho de maracujá.

Para o molho você vai precisar de maracujás bem maduros, com bastante polpa, a depender da quantidade de peixe. Pra terem uma base, nessa receita eu usei quatro maracujás grandes. Bata a polpa do maracujá com meio copo americano de água. O líquido deve ser usado somente o suficiente para bater a fruta. Eu uso a tecla “pulsar” do liquidificador, dessa forma não tritura muito as sementes. Agora coe o suco e coloque numa panela. Acrescente uma colher de manteiga, uma colher de café de açúcar, que serve para quebrar a acidez, sal a gosto e leve para o fogo. Deixe reduzir. O pulo do gato é reservar umas três colheres do suco para dissolver uma colher de amido de milho que deve ser agregado à mistura que está no fogo. O amido vai dar mais consistência ao molho que leva cerca de 15 minutos para ficar pronto.

Depois de assado ou frito o peixe, é só colocá-lo numa travessa bonita, despejar o molho por cima e distribuir generosamente as alcaparras (aconselho lavá-las antes para tirar o excesso de sal). Pronto! Sirva com arroz branco e uma salada verde. Se desejar, coloque batata palha. Qualquer dúvida é só me perguntar!

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Gente, estou em falta com vocês! Recebi umas receitinhas dos amigos leitores e simplesmente demorei para postar. Peço desculpas e me comprometo a não deixar que isso aconteça novamente. As sugestões de “comes”, como todos sabem, foram enviadas para o e-mail do blog, temperonovo.to@gmail.com e todo mundo pode participar, ok!?

Hoje, trago uma sugestão de hambúrguer que me deixou agoniada. Eu não queria dizer não, mas sou uma “gordinflona”, né Ângelo? Gosto de comer demais-da-conta-elevado-ao-cubo! Aí eu fiquei agoniada porque vi o molho de cheddar do hambúrguer gourmet que a Vi, a Virgínia, me enviou. Humpf, fiquei agoniada de vontade de experimentar. Mas como sempre digo aqui no Tempero Novo, temos que fazer pra provar e comprovar as receitinhas!

Tomei a liberdade de colocar o nome da receita de “Hambúrguer Gourmet do Dan da Vi”, explico: a receita foi preparada pelo Daniel, que é esposo da Virgínia, que enviou a sugestão pra gente e, por isso, a receita foi intitulada como  “Hambúrguer Gourmet do Dan da Vi”! Pode ser? 

Olá!

Tenho acompanhado o blog e mobilizado parte da família que é boa na cozinha para fotografar os pratos, pois como você pode ver não sou muito boa em fotografia. Já na cozinha depende do dia. A receita que estou mandando hoje é do Daniel, meu esposo. Ele pegou a sugestão de um primo dele que mora no Pará, o Alan. É um hambúrguer gourmet, uma delícia para fazer para os amigos. A carne é super saborosa e fica com uma casquinha crocante por fora, bem diferenciada! Eu e Dan estamos sempre na cozinha inventando moda, talvez seja por isso que os quilinhos a mais apareceram depois do casamento *rs. Espero que gostem!

 

Beijos,

 

Virgínia Magrin

 

HAMBÚRGUER

Ingredientes

1 quilo de carne moída

200g de bacon

1 colher de sopa de sal grosso (pode ser trocado pelo comum)

1 cebola ralada

Cebolinha e salsinha picadas a gosto

2 a 3 dentes de alho picados

150 gramas de parmesão ralado

4 fatias de pão de forma sem a casca

4 ovos

 

Modo de preparo

Moa a carne junto com o bacon (é só pedir no açougue).  Em seguida, num pilão, dê uma batida no sal grosso para diminuir os grãozinhos. Utilize esse sal para temperar a mistura de carne com o bacon. Junte à carne a cebola ralada, a cebolinha, a salsa, o alho, o parmesão e amasse bem. Por fim, acrescente o pão em pedaços e amasse mais. Monte o hambúrguer em uma forma ou tampa redonda, forrada com um plástico. O hambúrguer deve ser frito no azeite em fogo baixo. Dessa forma, ele fica com uma casca crocante por fora e bem cozido por dentro. Uma delícia!

 

MOLHO CHEDDAR

Ingredientes (para três sandubas)

50ml de leite

1 fatia de mussarela

De 3 a 4 fatias de queijo cheddar

 

Modo de Preparo

Coloque tudo em um frigideira, em fogo médio, e mexa até obter uma mistura homogênea e lisa como a da foto.

 

MONTAGEM

Corte o pão no meio, passe maionese ou outra mistura de sua preferência. Acrescente o hambúrguer, o molho e, se preferir, coloque também alface e tomate. Aqui em casa gostamos dele mais grosseiro, com pão, carne e queijo. Fica muito apetitoso!

 

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Que bacana! Fico super satisfeita em saber que a cozinha une os casais, a família. Gosto ainda mais quando essas experiências são compartilhadas aqui, no Tempero Novo. Isso serve de inspiração pra todos nós, não acham? Além do mais, olha que linda a coroa suína do casal Vinícius e Aninha. A cor me deixou com água na boca, principalmente depois de saber que a receita levou limão china, também conhecido como limão cavalo. Ele é bem rústico e a quantidade de suco é incrível, super abundante! Sei disso, porque quando eu era criança pequena lá em Catanduva tinha um pé de limão cavalo lá em casa. Fiquei imaginando o aroma dessa peça suína enquanto marinava e, depois, na hora de assar. Quando vi que o prato foi servido com maionese de legumes, pensei na hora que essa combinação tem tudo a ver com almocinho de domingo, né não?

fotos: Vinícius Barboza

 

Oi Paula!!!

O Vinícius fez uma deliciosa receita, claro que com o meu auxílio. Resolvemos fotografar e enviar a receita criada por ele para colaborar com seu blog. Experimente! :)

Beijos,

Aninha

 

Ingredientes

 1200 g de coroa suína

½ cebola média

6 dentes de alho amassados

2 limões china

1 pacotinho de Sazón para carnes

Pimenta do reino a gosto

Sal a gosto

Alecrim a gosto

 

Modo de Preparo

Enrole a parte do osso com papel alumínio para que ele não queime ao assar. Perfure a carne, esfregue a quantidade de sal desejada por toda extensão da peça e, em seguida, faça o mesmo com o alho amassado e a pimenta-do-reino. Em uma vasilha à parte, esprema um limão e dissolva no suco o pacote de Sazón. Junte o alecrim, a cebola picada e coloque esta mistura cuidadosamente sobre a carne para que a cebola fique toda por cima da peça. Deixe marinando por pelo menos 12 horas. Para assar, cubra o recipiente com papel alumínio e leve ao forno a 250ºC por uma hora. Em seguida, retire o papel alumínio e regue com o suco do outro limão e retorne a coroa suína para o forno, na mesma temperatura, por mais 40 minutos. O ponto ideal é quando a cebola está dourada, pois a carne ficará suculenta e ao ponto. Retire o papel alumínio dos ossos e sirva imediatamente.

Sugestão do casal: sirva a coroa suína com arroz e maionese, igualzinha a essa

 

 

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Tem um provérbio bíblico que fala que “um amigo ama em qualquer tempo, é um irmão no dia do perigo”. E é verdade, nessa minha fase blogueira, tenho fortalecido amizades ao perceber o apoio de pessoas queridas que dão o maior incentivo para que o Tempero Novo cresça e floresça. São muitas pessoas e, aquela coisa, não vou falar o nome porque posso esquecer alguém. O fato é que eu precisava compartilhar com todos vocês o carinho da Eslaine. Como ela é boa de fogão e melhor ainda de garfo, fez a Lasanha Mello e tirou uma foto pra compartilhar com a gente. Meigo, não é mesmo? A Eslaine só esqueceu de assar a lasanha antes do “registro”! Tem problema não, o que vale é o carinho. Foi um afago no meu coração!

cuidado na composição: Lasanha Mello em primeiro plano e meu blog lá atrás

 

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Hoje, Alessandra Bacelar, minha colega de profissão, participa da seção “Tem Visita na Cozinha”. Ela mostra suas habilidades de rainha do lar. Como todas fazemos, Alessandra abriu a geladeira e, com o que tinha, preparou uma adaptação do Barbecue Ribs, receitinha que postei aqui. Tomei a liberdade e batizei a receita como “Porco de Panela da Leca”, se ela não gostar eu to frita! Pela apresentação, ficou uma comidinha boa danada para forrar o estômago e alegrar a alma. Pra mim essa participação mostra que, com um pouquinho de carinho, podemos transformar a refeição em um momento prazeroso com a família ou com os amigos. Acreditem, esse esmero faz toda a diferença! Não tá formoso o prato dela?

foto: Alessandra Bacelar

 

Eu gosto de experimentar, e confesso que fiquei com água na boca com várias receitas que a Paula postou. Adoro carne de porco e aquelas costelinhas me deixaram com mais vontade ainda. Daí veio a ideia de experimentar o tempero, mas com um outro corte da carne e outra forma de cozimento. Aproveitei que tinha três pequenos pedaços na geladeira e mandei ver. Temperei com limão, alho e tomilho, coloquei para marinar – e aqui uma dica: usei aqueles sacos com fecho hermético, bem prático para manusear – deixei doze horas, conforme indicado. Para cozinhar usei a panela de pressão, coloquei um fio de azeite, primeiro aquela selada básica, três minutos. Aí acrescentei o molho Barbecue da Hunt´s, mais cinco minutos de mexe prum lado, mexe pro outro e coloquei água o suficiente para não cobrir a carne, vinte minutos de cozimento na pressão. Depois dei uma reforçada no tempero, três galinhos de tomilho, mais molho barbecue, e aí sim coloquei o sal. Mais uns dez minutos de cozimento, o cheiro invadiu o apartamento. Gente, ficou gostoso, mas a foto uma negação…rsss…faltou um publicitário para dar o tchan na apresentação.

Esse tempero é um sucesso!

 

Alessandra Bacelar

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Dez anos atrás Josiane Buzachi iniciava uma difícil busca por um diagnóstico preciso sobre seu estado de saúde. Nessa época, a engenheira agrônoma começou a ter manchas vermelhas na pele, coceiras e enjôos frequentes, gases e má-digestão. Sem imaginar a causa de todos esses sintomas começou uma maratona de consultas médicas. Foram vários diagnósticos e tratamentos – homeopatia, pomadas e terapia – tudo sem resultados positivos. Alguns médicos acreditavam que o problema de Josiane tinha fundo emocional. Foi quando, por insistência da irmã Janaína, decidiu procurar um dermatologista. Depois de exames profundos com diversas especialidades médicas veio o diagnóstico correto: dermatite herpetiforme, conhecida também como doença celíaca.

Segundo dados da Acelbra, Associação dos Celíacos do Brasil, a doença celíaca afeta um em cada 200 brasileiros. Em nosso país, um milhão de pessoas sofrem desse mal, que pode se manifestar em qualquer fase da vida. A doença é provocada pela intolerância ao glúten, presente em quase tudo o que comemos. É uma proteína encontrada no trigo, no centeio, na cevada, no malte e na aveia. Além dos sinais apresentados por Josiane, outros sintomas são comuns aos portadores de doença celíaca, são eles: diarréia, barriga inchada, dor abdominal, falhas na memória, emagrecimento e, principalmente, anemia.

Os médicos descobriram a causa da doença por acaso, durante a Segunda Guerra Mundial. O racionamento dos alimentos tirou o pão da mesa dos holandeses e imediatamente as crianças, que sofriam da doença celíaca, melhoram de saúde. De acordo com especialistas, o glúten provoca uma agressão nas paredes do intestino delgado de pacientes que tem predisposição genética impedindo a absorção dos alimentos. A doença não tem cura e só há um tipo de tratamento: retirar por completo o glúten da dieta dos pacientes.

E foi exatamente isso que Josiane fez. Hoje já se passaram dois anos de descoberta da intolerância ao glúten, tempo de muitas mudanças, principalmente no que diz respeito aos hábitos alimentares. Josiane Buzachi não toma remédios, diz que se alimenta melhor e não teve recidivas. Na verdade, desde o início do ano passado, ela se tornou Josi Não Contém Glúten, no blog divide suas práticas alimentares e experiências na convivência com a doença celíaca. E não para por aí! As transformações vividas despertaram em Josi a vocação para o nutricionismo, por isso, hoje é acadêmica do primeiro período da faculdade de Nutrição da Universidade Federal do Tocantins. É com ela que inauguramos nossa seção de entrevistas. Hoje “Tem Visita na Cozinha”!

 

TN: Foram 8 anos de corrida pela busca de um diagnóstico. Como celíaca, porque você acha que essa doença é tão pouco conhecida?

Josi: Porque, salvo raras exceções, a classe médica negligencia os sintomas e trata tudo como problema emocional. Assim, quando eles, os médicos, não querem ou não sabem a causa das erupções, como no meu caso, retardam o diagnóstico. Mas acredito que esse cenário esteja mudando, a preocupação com a alimentação para a boa forma deixou o glúten em evidência nos últimos anos, o que acaba revelando as alergias e intolerâncias, deixando as pessoas conscientes da existência da doença celíaca e dos sintomas.

TN: Diagnosticada a intolerância ao glúten, que medidas você teve que tomar?

Josi: Saí do consultório médico diretamente para uma consulta com a nutricionista, pois é esse profissional que pode esclarecer com propriedade quais são os alimentos permitidos e os proibidos, bem como as substituições possíveis. Os cuidados com a alimentação passaram a ser redobrados. Comecei a ler os rótulos de todos os alimentos e, muitas vezes, me surpreendi com artigos que não levavam em sua composição os grãos trigo, aveia, malte, centeio e cevada e, ainda assim, continham glúten. Isso se deve ao método de fabricação de produtos isentos de glúten no mesmo local onde são processados os alimentos que contém a proteína. Os produtos passam a ter contato com o glúten por meio de utensílios e máquinas, é assim que ocorre o que chamamos de contaminação cruzada.

TN: Após a descoberta da doença celíaca, quais os ingredientes mais encontrados na sua cozinha?

Josi: A minha alimentação passou a ser mais saudável, incluí alimentos ricos em vitaminas e fibras que antes não fazia questão, como por exemplo, a quinoa, o amaranto, a linhaça, a soja, a farinha de beterraba entre outros. A base das receitas de pães e bolos leva uma farinha composta por farinha de arroz, fécula de batata e polvilho. Os lanches passaram a ser frutas frescas ou desidratadas e castanhas.

TN: Você encontra dificuldade para conseguir ingredientes corretos, ou seja, isentos de glúten para a sua alimentação?

Josi: A dificuldade é na procura por alimentos prontos, não posso contar com uma lasanha congelada ou comprar um pão para o dia seguinte. As farinhas não são difíceis de ser encontradas, porém sempre são disponibilizadas em embalagens pequenas. Nos supermercados temos a fécula de batata, o polvilho e a arrozina. Mas a farinha de arroz, pacote de um 1 quilo, encontro somente em um estabelecimento de Palmas, no Atacado Meio a Meio.

TN: Desde 2003 uma lei federal exige que no rótulo dos alimentos industrializados esteja escrito claramente se o produto contém ou não contém glúten. Quando você vai ao supermercado, é fácil identificar essa especificidade nos produtos?

Josi: Infelizmente a lei não é respeitada por todos os fabricantes, quando não há a indicação a atitude segura é não consumir. Há ainda um descaso com o tamanho da letra e local indicando a composição dos alimentos. É preciso estar atento com os rótulos, pois empresas conhecidas no mercado já cometeram erros ao indicar um produto que contém glúten na composição como não contendo.

TN: Existem alimentos industrializados sem glúten. Eles estão acessíveis em Palmas?

Josi: Ainda é muito raro encontrar um produto industrializado em Palmas, já em grandes cidades é mais comum. Normalmente faço minhas compras em Brasília e Goiânia, mas são lojas especializadas. Costumo trazer pães de forma congelados, salgadinhos como esfihas, canelones, massa para lasanha, biscoitos, torradas, brownies e cookies. Acredito que os momentos difíceis estejam com os dias contados, digo isso porque está prevista para maio, em Palmas, a inauguração de uma loja especializada em produtos para dietas especiais, a Mundo Verde que possui franquias espalhadas por diversas cidades do Brasil.

TN: Quando você chega num restaurante, como age pra descobrir se determinado prato contém ou não contém glúten?

Josi: Essa situação é muito comum no dia-a-dia de qualquer celíaco. Normalmente procuro um maitre para chegar até a cozinha, literalmente. Só se pode confiar na pessoa que prepara os alimentos. É importante salientar que os garçons não têm compromisso com os clientes e, muitas vezes, dizem “não” apenas para darem uma resposta.  Assim, evito pratos que contenham os molhos branco e madeira, empanados e frituras que também oferecem riscos, por serem preparados com farinha de rosca e por serem fritos em óleo já utilizado para a preparação de alimentos com glúten. Muitas vezes é desagradável sair para comer, primeiro pela falta de opções de pratos nos cardápios, e também pelo desgaste a que somos submetidos quando temos que explicar todo o nosso problema. Muitas vezes opto por me alimentar em casa e sair depois.

TN: Qual o seu prato favorito da dieta livre de glúten?

Josi: Hum… o blog Josi Não Contém Glúten denuncia várias das minhas preferências. Gosto muito dos salgadinhos, como coxinha e rissole, feitos com mandioca, e das tortas. Entretanto o campeão, que sempre foi meu prato preferido, é a lasanha, mas para fazer preciso trazer a massa pronta de fora.

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