
foto: Ângelo Mello
Sobre a torta
Não, não, não e não! Essa não é uma homenagem egocêntrica, nada disso! Essa torta não se refere a minha pessoa, nã-ná-ni-ná-não!
A história é mais ou menos assim: em dezembro de 2009, quando me casei, parti em lua de mel rumo a Buenos Aires. Na verdade, o nome poderia ser lua de dulce de leche. Lá, minha dieta foi muito rica em doce de leite argentino, para mim lo mejor!
Acontece que eu e Ângelo não ficamos num hotel. Alugamos um apartamento em Palermo e, durante 10 dias, vivemos a rotina dos moradores do bairro. Isso incluía comprar cerveja Quilmes no mercadinho da esquina e levantar cedo para buscar coisinhas para o nosso desayuno. Medialunas fresquinhas eram compradas numa padaria/confeitaria que ficava distante dois quarteirões de onde estávamos hospedados. E adivinha qual o nome desse lugar que todos os dias nos alimentava com delícias portenhas? Santa Paula! Lá tinha cada torta maravilhosa, cada biscoitinho, cada docinho… hum! Vários quitutes levavam doce de leite no recheio, na cobertura, na massa, na decoração. Aquela confeitaria é o paraíso dos quitutes. As paredes tinham vitrines imensas de doces, pães e salgados. Era só chegar, tomar para si uma bacia de alumínio com uma pinça e sair catando o que iria levar.
E foi por tudo isso que chamei o bolo do fim de semana de Torta Santa Paula. Uma maneira de rememorar dias incríveis regados com muito amor, diversão e doce de leite!
A torta foi uma invenção. Encontrei no Makro vidros de doce de leite La Salamandra, uma marca argentina de que gosto muito. O artigo estava super em conta, R$ 5,99 cada vidro de 400g (detalhe: já comprei o mesmo artigo no Extra por R$ 11,00!). Comprei e fiz o recheio do pão de ló misturando doce de leite, cream cheese e creme de leite. E não é que ficou bom! Deu uma quebrada no doce, o sabor ficou mais suave.
Só pra constar, eu e Ângelo dividimos a tortinha com a família da sogra, com minha mãe e meu pai, com meu irmão, minha sobrinha e minha cunhada.
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Sobre confeitar
Quis fazer uma torta que fizesse jus ao lugar que lhe deu o nome, mas comprovei que confeitar é coisa pra profissional! Tomei minha manga de confeiteiro e comecei a lapidar o chantilly sobre o bolo. Pobre de mim! Na parte de cima, inventei uma camadinha de doce de leite com nozes picadas, pra disfarçar minha falta de habilidade e técnica. Da próxima vez, vou invocar a Nossa Senhora da Manga de Confeiteiro pra ver se a coisa flui melhor já que aqui em Palmas ainda não existem cursos para formar pâtissier’s como meu amigo virtual Emmanuel Pinheiro que já me acudiu com algumas dicas de confeitaria. Valeu Emannuel e parabéns pelo “Pão de Açúcar” que levou o prêmio de “Melhor Doce do Rio de Janeiro” na edição 2011 do concurso promovido pelo jornal O Globo.
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foto: Angelo Mello
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INGREDIENTES
Pão de Ló Branco
4 ovos
1 xícara de chá de açúcar
1 e ½ xícara de chá de farinha de trigo peneirada
1 colher de sobremesa de fermento químico em pó
6 gotas de essências de baunilha (eu usei extrato de baunilha)
Manteiga e farinha para untar e enfarinhar
Recheio
400g de doce de leite (eu usei argentino, mas se não encontrarem eu recomendo a marca Aviação que, na minha opinião, fabrica o melhor doce de leite brasileiro)
150g ou um pote de cream cheese
200g ou uma caixinha de creme de leite
Calda para regar
½ xícara de chá de açúcar
½ xícara de chá de água
Gotas de essência de baunilha (eu usei extrato de baunilha)
Cobertura
400ml ou duas caixinhas de mistura para chantilly (eu usei da Bunge, mas achei gorduroso demais, indico a da Fleischmann que é mais leve)
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MODO DE PREPARO
Pão de Ló Branco
1º Unte uma forma redonda, de 22 centímetros de diâmetro, com manteiga e, em seguida, enfarinhe.
2º Preaqueça o forno a 200°C.
3º Bata os ovos com o açúcar até obter um creme fofo e volumoso. Desligue a batedeira e agregue a farinha de trigo com o fermento, misturando delicadamente, sem bater. Por último incorpore a baunilha.
4º Coloque a massa na forma untada e leve-a para assar por cerca de 30 minutos ou até que, espetando um palito, este saia limpo.
5º Desenforme e deixe esfriar sobre um pano de prato limpo.
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Recheio
1º Misture todos os ingredientes com a ajuda de um fouet.
2º Antes de rechear o bolo, deixe a mistura descansar na geladeira por pelo menos uma hora.
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Calda para regar
1º Coloque a água e o açúcar em uma panela e leve ao fogo baixo. Mexa até que o açúcar derreta e forme uma calda líquida.
2º Retire do fogo e coloque baunilha a gosto. Deixe esfriar antes de regar a massa de pão de ló.
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Cobertura
1º Bata a mistura para chantilly conforme indicação impressa na embalagem.
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MONTAGEM
1º Com a ajuda de uma faca grande de cortar pão, divida o pão de ló em três partes.
2º Disponha a base no prato onde a torta será montada e regue a massa com a calda. (pra facilitar eu tenho um borrifador, que reservei para uso exclusivo na cozinha. Sabe aqueles esguichos que usamos para molhar roupa enquanto estamos passando?
Então, daqueles! É só colocar a caldo no esguicho e sair borrifando a massa para que a torta fique bem molhadinha.)
3º Agora espalhe metade do recheio sobre a base da torta.
4º Sobre o recheio distribuído, coloque o outro disco de massa e regue com a calda. Espalhe o restante do recheio sobre o segundo disco.
5º Agora regue o último disco. Molhe a parte de baixo, que vai ficar em contato com o recheio. Disponha a massa sobre a torta.
6º Finalize espalhando chantilly sobre toda a torta e decore de acordo com sua habilidade e preferência. (como já disse, coloquei mais doce de leite e espalhei nozes picadas para finalizar!)
7º Sirva gelada.

foto: Ângelo Mello
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