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Arquivo da categoria ‘Temperado com Sal’

foto: Ângelo Mello

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Oi gente, estive longe por um tempo, né? Estava de férias e, em breve, quero postar minhas impressões sobre tudo o que experimentei em Paris e em Londres durante minha viagem de descanso. Estava sentindo falta de vocês e, para matar um pouquinho dessa saudade, que tal uma receitinha fácil, rápida e deliciosa?

Eu adoro esses pratos que causam ótimas impressões! Sabe aquelas receitas que parecem que levam horas para serem preparadas, mas que na verdade é pá-pum? Esse ragu é assim, parece que ficou horas afinando na boca do fogão, principalmente por causa do sabor apurado que fica impregnado na carne.

É claro que um ragu demorado tem seu valor. Eu inclusive já fiz esse aqui e adorei. Mas prestigiem essa receita que vocês não vão se arrepender, eu prometo!

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foto: Ângelo Mello

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Ingredientes

2 colheres de sopa de óleo de canola

350 gramas de fraldinha cortada em cubos grandes

1 cebola pequena picada

1 dente de alho picado

1 cenoura cortada em cubinhos

2 folhas de louro

1 lata de tomate pelado

½ xícara de polpa de tomate ou passata (já falei no texto dessa receita aqui sobre a passata)

½ xícara de chá de vinho branco seco

Sal e pimenta a gosto

Salsinha picada

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Modo de Preparo

1. Tempere a fraldinha com um pouco de sal e pimenta.

2. Na panela de pressão, aqueça o óleo e doure a fraldinha de todos os lados. Atenção, se a sua panela for pequena, doure metade da carne retire e junte a outra metade. É que se você juntar muita carne, ela vai soltar toda o seu suco e não é isso que a gente quer!

3. Junte a cebola, o alho, a cenoura e refogue.

4. Coloque o tomate pelado, a polpa de tomate ou a passata, o vinho, as folhas de louro e tampe.

5. Cozinhe na pressão por mais ou menos 25 minutos. Abra a panela e verifique se a carne está molinha. Se estiver dura, cozinhe por mais um tempinho na pressão.

6. Quando a carne estiver no ponto, dentro da panela mesmo, desfie-a com a ajuda de uma colher.

7. Acerte o sal e a pimenta.

8. Adicione salsinha a gosto.

9. Sirva sobre a massa que preferir. Já experimentei com nhoque e com espaguete! Não esqueça de coroar seu prato com uma chuva de parmesão ralado na hora, ok?!

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foto: Ângelo Mello

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Rendimento

2 porções generosas

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Que eu adoro risotos todo mundo sabe. Mas nem todo mundo sabe que eu estou grávida! Iupiiii, é verdade gente… eu estou esperando um bebezinho, o meu primeiro filhinho, o Luis. Nessas últimas semanas foram tantas novidade que andei bem sumidinha, mas as transformações são intensas e a quantidade de exames e consultas que precisei fazer me deixou afastada de vocês. Ontem completei 3 meses e duas semanas de gestação. Vocês prometem me perdoar pelo sumiço e prometem também que vão orar e pensar positivo para que o Luis venha ao mundo forte e saudável?

Devo dizer que nos próximos meses terei que segurar a boca e comer coisas saudáveis, portanto não assustem com a diminuição no número de receitas, eu continuo amando cozinhar e adorando receber a visita e os comentários de todos vocês!

Sobre a receita do Risoto Caprese eu tenho até medo de dizer pra vocês que o modo de preparo é muito, mas muito simples. Uma receita mais italiana impossível. Caprese é uma salada simples que tem origem na região de Campânia. Uma clássica combinação italiana feita com manjericão, tomate, muçarela de búfala, sal e azeite. A versão do risoto rendeu uma sugestão simples, suave e refinada. Vejam só:

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foto: Ângelo Mello

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Ingredientes

2 colheres de sopa de azeite

1 cebola pequena picadinha

200g de arroz arbóreo

½ xícara de chá de vinho branco seco

1 litro e meio de caldo de legumes (se for usar o caldo pronto, dilua 2 envelopes. Uma dica: use caldo em pó, são menos gordurosos!)

1 lata de tomate pelado (eu já expliquei sobre o tomate pelado aqui)

100g de muçarela de búfala

1 colher de sopa de manteiga

Folhas de manjericão

Parmesão ralado a gosto

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foto: Ângelo Mello

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Modo de Preparo

1º Ferva o caldo de legumes e mantenha-o quente durante o preparo do risoto.

2º Escorra o tomate pelado e junte o caldo que ele solta ao caldo de legumes (achei um absurdo jogar aquele suco precioso fora). Agora, com muita delicadeza retire as sementes dos tomates e pique-os em cubinhos. Reserve.

2º Em uma panela, aqueça o azeite e refogue a cebola.

3º Adicione o arroz e, em seguida, junte o vinho e mexa bem até que a bebida seja completamente absorvida.

4º Coloque uma concha de caldo e mexa até que todo o líquido seja absorvido. Repita essa operação até que o arroz fique al dente. Isso leva cerca de 20 minutos. (Aí você tem que ir provando o arroz até que ele esteja no ponto)

5º Após adicionar a última concha de caldo, junte o tomate e vá misturando delicadamente para evitar que os cubinhos derretam por completo. 

6º Desligue o fogo e rapidamente acrescente a muçarela de búfala, a manteiga e uma chuva de parmesão ralado. Incorpore tudo delicadamente.

7º Finalize acrescentando folhas de manjericão e sirva bem quente.

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foto: Ângelo Mello

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Rendimento

2 porções generosas

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foto: Ângelo Mello

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Eu acredito muito no luxo da simplicidade. Tá certo vai, adoro aqueles ingredientes e pratos com nomes impronunciáveis, mas também dou um valor danado ao arroz com feijão, bife e batata frita, ao macarrão alho e óleo etc.

A receita de hoje é assim, simples, básica e original. Vai bem com tudo: carne vermelha, branca, carne de pato, carne de soja… Um acompanhamento curinga com um quê de sofisticado.

A receita do purê é do chef Jamie Oliver. Apesar dos programas que passam por aqui estarem com um alto grau de reprises, me atrai aquela imagem desconstruída do chef Jamie. Nada de dólmã com a gola bordada com bandeirinhas britânicas, francesas e italianas (não que ache isso feio, pelo contrário!). Jamie prefere uma camisa florida, estilo surfista. E foi num desses programas repetidos do Jamie que vi, gravei na memória e reproduzi o purê de ervilhas com hortelã. Não sei se está na mesma proporção que ele recomendou, mas ficou gostoso… então tá valendo!

Antes de passar à receita propriamente dita, devo ressaltar algumas coisinhas. Já vi muita gente falando que não aguenta mais o lourinho e sei que muitos torcerão o nariz quando virem que a indicação de hoje pertence ao Jamie Oliver, mas justiça seja feita ele é uma referência mundial. Referência em utilização de ingredientes simples em combinações saudáveis e saborosas. Referência no incentivo à cozinha caseira e sem segredos. Pronto falei!

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foto: Ângelo Mello

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Ingredientes

500g de ervilhas frescas (por favor, não usem ervilhas em conserva. Utilize aquelas ervilhas vendidas congeladas!)

2 batatas pequenas

2 colheres de sopa de hortelã picadinha

1 dente de alho ralado

¼ de cebola ralada

2 colheres de manteiga

Sal e pimenta-do-reino branca a gosto

Leite o quanto baste

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Modo de Preparo

1º Comece cozinhando as batatas em água e sal e reserve.

2º Afervente as ervilhas conforme indicação do fabricante.

3º Junte as batatas e as ervilhas e, com auxílio de um garfo ou utilizando um processador, amasse-as até resultarem numa massa bem lisinha.

4º Numa panela derreta a manteiga e junte a cebola e o alho. Refogue rapidamente e acrescente a mistura de batatas e ervilhas. Tempere com sal e pimenta-do-reino branca e vá mexendo até dar ponto de purê. Junte o leite para obter a textura desejada. Finalize acrescentando hortelã picada e um fio de azeite.

5º Sirva quente como acompanhamento para a carne que você preferir. Eu servi com um peito de pato grelhado e ficou “ótemo”!

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foto: Ângelo Mello

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Que me perdoem os vegetarianos, mas um medalhão bem alto de filé-mignon é bom demais, né não? Fala sério! Como eu amo esse corte prefiro fazê-lo eu mesma, em casa. É que se deixar o açougueiro fazer isso por mim, ele pode deixar os medalhões finos demais e aí não rola. A espessura do medalhão faz toda diferença pra que ele fique úmido e suculento.

Pra fazer bifões altos e luminosos eu compro a peça inteira de filé. Limpo bem e retiro as beiradas que ficam irregulares. Esses pedacinhos eu corto em iscas pra fazer picadinho. Já com o miolo do filé faço os medalhões. Deixo cada pedaço com pelo menos três dedos de altura.  Para que ele fique com formato bonitinho, passo um barbante em volta da carne, de modo que fique um rolinho perfeitinho (devia ter fotografado isso, né?).   Só retiro o barbante depois de selar a carne. E não é que fica lindinho! Acha não?

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Ingredientes

4 medalhões de filé-mignon

½ cebola roxa picadinha

1 colher generosa de manteiga

2 latas de cerveja preta

1 sachê de caldo de carne em pó (prefiro o caldo em pó, ele parece ter menos gordura!)

1 colher de chá de grãos de pimenta-do-reino preta

1 xícara de cogumelo shiitake picado em tiras

Salsinha picadinha

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Modo de Preparo

1º Numa frigideira grande, sele os filés até que fiquem bem douradinhos e macios por todos os lados. Pra preservar os sucos da carne, vamos no esquema  sela de um lado vira e tempera com sal e pimenta, sela de outro, vira e tempera também! Enrole os medalhões em papel alumínio e deixe-os descansando.

2º Na mesma frigideira junte a manteiga, deixe derreter e doure os cogumelos. Reserve.

3º Aproveite o que sobrou de manteiga e, na mesma frigideira, doure a cebola roxa. Adicione a cerveja preta. Misture o caldo de carne e deixe reduzir. Reduzir é deixar o líquido encorpar, adquirir, consistência de molho. Isso vai levar uns 10 minutos ou mais. Nesse tempo, use uma colher para desgrudar do fundo da panela a crosta formada quando a carne foi selada. Isso dá um sabor! Quando o molho tiver reduzido pela metade, adicione os grãos de pimenta.

4º Finalize acrescentando o cogumelo e a salsinha. Regue os medalhões com o molho ainda quente.

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Omelete Espanhola

foto: Ângelo Mello

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Já disse aqui que ovo é superversátil. Lá em casa ovo é banquete, sempre foi! Sem contar que o ovo é ingrediente que não falta em nenhuma cozinha. Tem na minha casa, tem na sua casa, tem no boteco da esquina e tem na cozinha do restaurante de alta gastronomia do bairro nobre da cidade.

A receita que apresento hoje é uma omelete com plus, tem status de refeição. Leva batata, bastante cebola e fica uma delícia. Imperdível! A receita é de um livro com sugestões bacanas e que indico de olhos fechados: “Jantar simples, prático e delicioso”. A autora, Annie Bell pode pecar por tudo, menos por apresentar detalhadamente cada passo da receita. Indicações que qualquer principiante consegue executar!

 

Ingredientes

Azeite de oliva

500g de batata descascada e cortada em fatias grossas

Sal e pimenta-do-reino

3 cebolas cortadas em rodelas finas

6 ovos médios

Salsinha picada a gosto

125g de azeitona preta sem caroço e cortada ao meio

foto: Ângelo Mello

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Modo de Preparo

1º Aqueça 2 colheres de sopa de azeite em uma frigideira grande em fogo médio. Acrescente as fatias de batata e frite por cerca de 5 minutos, virando de vez em quando, até estarem recobertas pelo azeite. Tempere com sal, adicione pouco mais de meia xícara de água, cubra com uma tampa bem ajustada e cozinhe em fogo baixo por 10 a 15 minutos, mexendo na metade do cozimento, até que batata esteja macia quando espetada com a ponta da faca. Usando a tampa, escoe o excesso de água e mantenha a panela tampada até a hora de usar.

2º Aqueça outras duas colheres de sopa de azeite em uma panela grande em fogo médio. Acrescente a cebola e deixe cozinhar lentamente por 15 a 20 minutos, até que esteja bem dourada e brilhante, mexendo com frequência. Tempere e transfira para uma tigela para esfriar.

3º Numa tigela, bata os ovos com um pouco de sal e pimenta-do-reino, depois junte a salsinha e a azeitona. A seguir, acrescente a cebola e depois a batata. Preaqueça o grill* do forno em temperatura alta e aqueça também uma frigideira grande com cabo antitérmico em fogo médio. Adicione 1 colher  de sopa de azeite à frigideira, despeje a mistura de ovos, alise a superfície para nivelar e cozinhe por 3 a 4 minutos. Regue a omelete com outra colher de sopa de azeite e coloque-a sob o grill, posicionando-a a aproximadamente 7cm da fonte de calor por 4 a 8 minutos, até dourar. Se for consumida quente, o centro da omelete ficará úmido e elástico. Ficará mais firme, se for comida fria.

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foto: Ângelo Mello

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 * em fornos convencionais, sem a função de grill, o tempo que a omelete levará para dourar será maior.

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foto: Ângelo Mello

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A enchilada é uma comida típica do México. É como se fosse uma panquequinha de milho, a tal da tortilha, recheada com carne bovina ou frango e temperado com toda sorte de condimentos que aquele país pode oferecer. Minha enchilhada é meio torta, tá eu sei. Mas na cozinha a gente faz isso mesmo, vê uma receita, se inspira e recria… né não?

A enchilhada que preparei não tem massa de milho, usei pão sírio integral. O recheio não tem carne, nem frango e nem feijão, tem atum com tomate e cebola roxa temperados. Não tem molho apimentado, tem cheddar light. Mas o importante é que ficou bonita, gostosa e, o melhor, leve. Ai como eu tô modesta hoje!

 

Ingredientes

2 tomates maduros picados

1 cebola roxa picada em rodelas finas

Suco de ½ limão

4 pães sírios integrais

2 latas de atum light sólido

8 fatias de queijo cheddar light (eu usei este aqui)

Sal e pimenta-do-reino a gosto

Azeite a gosto

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foto: Ângelo Mello

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Modo de Preparo

1º Misture o tomate com a cebola e tempere com o suco de limão, o sal e a pimenta-do-reino moída na hora.

2º Escorra o atum, esmague-o com as mãos e reserve.

3º Pegue um pão sírio e regue com azeite a gosto. Coloque um pouco da mistura de tomate sobre o pão, seguida do atum e do queijo. Enrole e disponha a enchilhada em uma travessa refratária. Repita a operação com os demais pães.

4º Cubra as enchilhadas com o queijo, assim como mostra a foto.

5º Leve as enchilhadas ao forno preaquecido a 200°C por 15 minutos ou até dourar. Sirva imediatamente.

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foto: Ângelo Mello

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O que é bom pode ficar melhor. Isso foi o que aconteceu! Aproveitei uma dica do Masterchef, um dos inúmeros programas de culinária que assisto, e tornei meu molho tzatziki mais pastoso e mais saboroso.

Pra quem não conhece, tzatziki é um molho de origem grega feito a base de iogurte e pepino. Vai bem com saladas, sanduíches e carnes.

O que fez meu tzatziki ficar melhor foi a drenagem do iogurte, a retirada do soro. O iogurte quando é drenado fica com uma consistência mais forte, tipo iogurte grego. Perfeito pra fazer o tzatziki!

Já que a dica era boa e o molho ficou aromático e com uma textura bacana decidi combiná-lo com carne.  Fiz kafta, que costumo traduzir grosseiramente como espetinho de carne moída.  A kafta é uma comida de origem árabe e costuma ser feita com carne de cordeiro, mas como eu só tinha carne bovina à mão foi a que utilizei.

Fazer kafta não é difícil, a pior parte é colocar a massa de carne moída no espeto, nada que um pouquinho de manha e paciência não resolvam. Ahhhh! Fica com preguiça não… e não me inventa de usar o saquinho de geladinho/juju/sacolé que vai ficar podre. Modelar kafta no saquinho é “uó” principalmente porque ele deixa a carne muito compactada e, depois de assada, a textura fica dura demais da conta. Deus me livre!

Força na peruca e vamos fazer mágica… colocar carne moída no espeto!

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foto: Ângelo Mello

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INGREDIENTES

Tzatziki

3 potes de iogurte natural

1 pepino (você pode usar o japonês ou o caipira, já fiz com os dois e ambos ficam bons!)

1 dente de alho ralado

1 colher de sopa de mel

1 maço de hortelã picada

Azeite a gosto

Pimenta-do-reino branca a gosto

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foto: Ângelo Mello

Kafta

600g de patinho moído

3 colheres de trigo para quibe hidratado (Para hidratar o trigo de maneira rápida, ferva 500ml de água e misture com o farelo. Espere 2 minutos, escorra a água e utilize.)

3 colheres de sopa de farinha de rosca

1 maço de hortelã picada

1 maço de cebolinha picada

1 ovo

1 colher de café de tempero sírio*

1 colher de chá de sal

1 colher de sopa de molho shoyu

3 colheres de sopa de azeite

10 palitos de churrasco

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MODO DE PREPARO

TZATZIKI

1º Comece drenando o iogurte. Pra ficar melhor faça esse procedimento no dia anterior. Envolva uma peneira com um pedaço de pano. Eu uso aquele pano multiuso limpinho, limpinho! Despeje o iogurte sobre o pano e feche formando uma trouxinha bem apertada. Deixe drenando na geladeira de um dia para o outro.

2º Para fazer o molho descasque o pepino, corte-o no sentido do comprimento e, com o auxílio de uma colher, retire as sementes. Rale o pepino e disponha-o sobre outro pano multiuso. Salpique sal, cubra o pepino e deixe drenando por uns 15 minutos. Após esse tempo pressione o pano contra a polpa do pepino para que todo o líquido seja retirado. 

3º Numa tigela coloque o iogurte e o pepino drenados, junte todos os outros ingredientes e misture bem.

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KAFTA
1º Coloque os palitos de molho na água por uns 20 minutos. Essa hidratação evita que a madeira queime quando a carne for para a churrasqueira.

2º Coloque a carne moída numa tigela, junte todos os ingredientes e amasse até formar uma mistura homogênea.

3º Agora faça 10 bolas de carne de aproximadamente 60 gramas cada. Espete as porções nos palitos e vá modelando até que a carne seja distribuída em todo o espeto.

4º Asse a kafta em churrasqueira, virando sempre até ficar dourada por todos os lados. Sirva com uma porção de molho tzatziki e um fio de azeite. (eu assei em churrasqueira elétrica e ficou “ótema”!!!)

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foto: Ângelo Mello

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* Em Palmas, você pode encontrar tempero sírio na Prátika!!!

Serviço: Prátika Distribuidora. Quadra 104 Sul, Avenida LO 3, Centro Comercial Wilson Vaz, Palmas/TO. Telefone: (63) 3212-1077. Aberta de segunda a sexta, das 8h às 19h e, aos sábados e domingos, das 8h às 13h.

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foto: Ângelo Mello

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Este não é um franguinho qualquer. É um franguinho com molho de peixe. Daí você deve estar se perguntando: Frango com peixe? Isso mesmo! O molho de peixe ou nam plá é um tempero muito usado na culinária tailandesa para salgar a comida. É uma mistura de vários condimentos e peixe que, depois de fermentados, exalam um forte cheiro, mas na panela dá um sabor peculiar aos pratos. Eu uso pra temperar frango, peixe, camarão etc.

A inspiração para o Frango Thai veio da Revista Gula, edição 230. Fiz algumas adaptações de uma receita sugerida pelo chef David Zisman. O filé de frango se tornou mais sofisticado com os sabores e aromas da culinária tailandesa. A carne ficou supermacia e a castanha de caju agregou textura crocante ao prato.

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foto: Ângelo Mello

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Ingredientes

2 colheres de sopa de óleo de girassol

400g de filé de peito de frango fatiado em lâminas

2 colheres de chá de shoyu

2 dentes de alho picados

½ cebola cortada em pétalas

½ xícara de chá de castanha de caju salgada

½ xícara de chá de cogumelos shiitake em tiras

½ xícara de chá de caldo de legumes

2 colheres de sopa de nam plá (molho de peixe)

½ xícara de chá de cenoura cortada em palitos

½ xícara de chá de nabo cortada em palitos

Cebolinha a gosto

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Modo de Preparo

1º Tempere o frango com alho e o shoyu e reserve por uns cinco minutos.

2º Aqueça uma frigideira antiaderente e coloque o óleo. Deixe esquentar até que comece a esfumaçar.

3º Frite as lâminas de frango selando bem dos dois lados da carne.

4º Adicione a cebola e as castanhas de caju, misture com uma espátula e adicione o caldo de legumes. Deixe secar, isso leva uns 8 minutos.

5º Acrescentar os cogumelos e misture bem.

6º Acrescente a cenoura e o nabo. Temperar o preparo com o nam plá e misture bem para que o molho de peixe envolva todos os ingredientes.

7º Se quiser um prato mais molhadinho, acrescente mais caldo de legumes.

8º Finalize salpicando cebolinha e sirva quente com uma porção de arroz branquinho.

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foto: Ângelo Mello

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foto: Ângelo Mello

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Lombo de porco nunca foi o meu forte, quer dizer, não é o forte de muita gente. A maioria das pessoas que conheço reclama que o lombo, ainda que marinado por horas, fica com uma textura firme demais… seco pra ser mais exata. Eu já tive várias experiências com lombo, positivas e negativas. A maioria delas negativas! Mas todas foram suprimidas depois que esta receita chegou até mim. Um tesouro, eu diria.

O nome da receita faz menção ao dono, Sam. Essa figura é o apresentador do programa “Amantes da Cozinha”, que é exibido no canal fechado Discovery Travel and Living, o TLC HD. De forma bem despretensiosa ele foi preparando esse lombo que ficou com uma cara ótima, suculento e macio, do jeito que eu nunca tinha visto antes.

Quando fiz em minha casa achei que o lombo de porco havia estragado na marinada. O lombo ficou com uma cor escura, curtido mesmo. Deu medo porque o Sam não passou medidas, ele só falou os ingredientes que usava para fazer a marinada: cerveja preta, açúcar mascavo, gengibre picado e molho shoyu. Mas pra minha surpresa tudo deu certo. Minha carne ficou suculenta, tenra e com um sabor excelente. Observem no prato o suco que brota dessa carne,  sob os bifes altos de lombo.

Para coroar esta belezura de carne, fiz manteiga de ervas, um tchan não acham? Coloquei um naco de manteiga sobre cada bife antes de servir. Esse pequeno detalhe conferiu sabor fresco que só ervas verdinhas e novas podem trazer pra uma refeição.

Agora, vamos parar de conversa e bora pra cozinha?  A seguir a receita do lombo e da manteiga de ervas com as medidas exatas e o modo de preparo que fiz lá em casa.

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foto: Ângelo Mello

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LOMBO À MODA SAM

Ingredientes

800g de lombo de porco limpo e cortado e bifes altos

2 colheres de sopa de gengibre descascado e picadinho

½ xícara de chá de molho shoyu

¼ de xícara de chá de açúcar mascavo

350ml de cerveja preta

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Modo de Preparo

1º Faça uma marinada misturando o gengibre, o molho shoyu, o açúcar mascavo e a cerveja preta.

2º Coloque os bifes de lombo na marinada e deixe descansar por no mínimo 24h. (Os meus bifinhos ficaram 48 horas!)

3º Aqueça uma frigideira e coloque um fio de azeite. Grelhe os bifinhos e sirva-os com um naco de manteiga de ervas que eu ensino a fazer a seguir:

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foto: Ângelo Mello

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MANTEIGA DE ERVAS

Ingredientes

100g de manteiga sem sal, em temperatura ambiente

2 colheres de sopa de tomilho fresco picadinho

2 colheres sopa de sopa de alecrim fresco picadinho  

2 colheres sopa de sopa de hortelã fresca picadinha  

2 colheres sopa de sopa de manjericão fresco picadinho  

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Modo de Fazer

1º Junte as ervas na manteiga amolecida e misture bem.

2º Coloque a manteiga de ervas em um recipiente e leve para gelar.

3º Depois de ligeiramente endurecida, coloque a manteiga sobre papel alumínio e enrole. Molde-a até formar um rolinho comprido. Feche as bordas do papel alumínio e retorne a manteiga para geladeira até ficar firme. (Se não quiser fazer o rolinho de manteiga, deixe-a num recipiente qualquer até ficar firme e depois, com auxílio de um boleador ou uma colher de café, tire nacos para servir sobre a refeição.)

4º Corte fatias da manteiga e sirva sobre a carne ainda quente.

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foto: Ângelo Mello

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foto: Ângelo Mello

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Pra mim esse rocambole é um clássico dos food blogs. Foi uma das primeiras dicas que aprendi quando comecei a ficar viciada em blogs de culinária. Essa dica eu “pesquei” 4 anos atrás no saudoso blog Rainhas do Lar.
O rocambole de massa de pastel é uma receita curinga que tenho na manga. Tudo isso, pelo simples e importante fato de que para fazê-lo não é necessário muita preparação e planejamento. Essa massa, aquela vendida em rolos de 350g, 500g ou 1 quilo, você encontra em qualquer mercadinho de bairro. O recheio pode ser feito com o que tem na geladeira. Já o resultado é sempre o mesmo: satisfação garantida! Quando fizer, as pessoas vão achar que você passou horas na cozinha preparando a massa. \o/ É que o rocambole fica tão lindo que parece trabalhoso, não é mesmo?
O modo de preparo é super simples, sem segredo nenhum. Abra a massa de pastel e recheie com o que você preferir, como mostra a foto abaixo:

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foto: Ângelo Mello

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Eu optei por: uma camada de presunto e, por cima, distribui queijo muçarela. Depois coloquei tomate picadinho e temperado com sal e pimenta-do-reino. Adicionei umas rodelas de cebola e um pouco de requeijão culinário.  Finalizei espalhando folhas de manjericão, orégano e um fio de azeite. Enrolei tudo com muito cuidado para não quebrar a massa e pincelei gema de ovo por cima, pra ficar com aquele tom dourado depois de sair do forno. Assei meu rocambole em forno preaquecido a 200°C até que ficasse bem coradinho. Foi mais ou menos uns 20 minutinhos.

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foto: Ângelo Mello

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Agora, atenção para duas observações importantes:
1º Não coloque muito tomate e cebola. Quando expostos a altas temperaturas esses ingredientes soltam água. O suco que é liberado interferir na massa assada. Ao invés de uma massa firme, você terá uma massa mole com aspecto de crua;
2º Não faça rocamboles muito grandes. Se o rocambole tiver muitas camadas a massa não terá resistência suficiente e vai acabar quebrando enquanto você enrolado a paradinha. Faça rocamboles com até quatro camadas, isso corresponde a aproximadamente 60 centímetros de massa.  
 
Me conta como ficou depois, tá?
Amor,

Paula Lima e Mello

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foto: Ângelo Mello

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Provoleta

foto: Ângelo Mello

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Já ouviram a frase “Menos é mais!”? Ela se encaixa perfeitamente na descrição deste petisco que entrou para a lista dos mais executados da minha cozinha. A provoleta é menos porque não exige nenhuma habilidade culinária para ser preparada e mais porque é simplesmente deliciosa. Sem delongas, antes de passar meu modo de preparo, quero dizer que estou bem. Que existe vida após uma reforma e que a bonança só chega após o término da mudança. O cotidiano em meio a pilhas de caixas de utensílios domésticos, DVD’s e produtos de limpeza não é simples. Tenho aprendido que mudar de casa é um exercício de paciência e conciliação entre trabalho, descanso e uma montanha de afazeres domésticos. Minhas unhas estão um caco, meu rosto pede um tratamento para amenizar olheiras e meus pés precisam de massagem… sem dramas, ok? Força na peruca que eu chego lá!

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Escolha um pedaço de queijo provolone que tenha pelo menos um dedo de altura. Coloque-o numa frigideira antiaderente hipermegaquente. Não precisa colocar óleo, manteiga, azeite… nadinha. O queijo vai começar a derreter sozinho em sua própria gordura. Se você adicionar qualquer outro tipo de gordura a provoleta não vai criar a casquinha crocante que protege a polpa “derretível” do queijo. O resultado será um petisco mole, gostoso, mas todo “molengoso”! Voltando ao preparo: vá virando o disco de queijo deixando-o no fogo até que a casca fique crocante a seu gosto. A minha provoleta fica pronta em 8 minutos. Viro mais ou menos umas duas vezes e, a cada virada, conto uns 2 minutinhos. Para finalizar, coloque a provoleta num prato grande e regue-a com bastante azeite, salpique orégano e pimenta calabresa. Sirva com uma cervejinha bem gelada! Beijo, boa páscoa!

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Oi gente, quanto tempo, né? Vocês lembram da minha reforma? Então, ainda não terminou e, por isso, tenho exigido pouco de mim na cozinha. Dois são os motivos: tenho tido pouco tempo pra me dedicar às minhas receitas e, como a previsão era de que a reforma deveria ter sido concluída há duas semanas, acabei me empolgando e empacotei tudo, inclusive minhas panelas! Devo chorar ou rir?

Sem entrar em pânico, decidi, antes de embalar meus utensílios, fazer essa massa com mostarda Dijon e frango. Nada muito planejado. Lembro que já tinha visto essa idéia em algum lugar e, de forma despretensiosa, comecei a jogar os ingredientes na panela e o resultado foi um molho aveludado e intenso. A suavidade da carne de frango foi a combinação perfeita para equilibrar o sabor picante da mostarda Dijon. Abaixo, vou tentar colocar as quantidades da receita, mas destaco que tudo foi feito no olhômetro. O segredo é ir provando e ajustando o molho de acordo com a sua preferência, tá certo?

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foto: Ângelo Mello

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Numa panela grande, fervi 5 litros de água. Adicionei sal grosso e coloquei o macarrão para cozinhar de acordo com as instruções da embalagem. Enquanto a massa cozinhava, preparei o molho. Noutra panela refoguei meia cebola picadinha e um dente de alho amassado em duas colheres de azeite. Juntei aproximadamente 400g de peito de frango picado em cubinhos e refoguei até que a carne ficasse douradinha. Somei um pouco de champignon cortado e acrescentei um cálice de vinho branco seco. Deglacei até que o vinho evaporasse por completo. Acrescentei duas colheres generosas de mostarda Dijon e misturei bem. Para equilibrar o sabor intenso da mostarda, fui acrescentando creme de leite. Acho que usei umas duas xícaras de chá de creme de leite. O molho ficou bem cremoso! Finalizei acertando o sal e a pimenta-do-reino.

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foto: Ângelo Mello

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Dica: Reserve um pouco da água do cozimento do macarrão. Caso o seu molho fique muito grosso, dilua-o com um pouco dessa água no momento em que estiver misturando o molho à massa. Esse procedimento vai trazer a cremosidade de volta ao prato.

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Foto: Ângelo Mello

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Dia desses, minha cozinha se transformou no picante reino da comida condimentada tailandesa. Preparei umas das receitas mais executadas nos programas de culinária que assisto na TV: o Frango com Curry Verde. Tudo bem que nos programas de TV, geralmente, a pasta de curry é preparada ingrediente a ingrediente, mas pra que complicar se a gente pode simplificar?

Como já contei aqui Camila e Rodrigo, amigos de Goiânia, estiveram em Sampa e tiveram a brilhante ideia de me enviar diversos itens que não encontro pelas bandas de Palmas. Dentro da sacola, vinda direto do mercadão paulistano, tinha um potinho de curry verde aromático e convidativo, igualzinho a este aqui. Imagina a facilidade?

Logo corri pra fazer uma receita que queria preparar há tempos. Infelizmente faltou incluir no ensopado as folhas de limão kafir e o açúcar de palma, não encontrei! Mesmo assim, meu curry ficou ótimo, encorpado, cremoso e muito condimentado.

Antes de passar pra receita gostaria de esclarecer uma coisinha. Muita gente acha que curry é o nome dado àquela mistura de especiarias que forma um pó amarelinho que confere um sabor incrível à comida. Também, mas não é só isso. Como vocês vão perceber, a receita que vou apresentar não leva esse curry. O que acontece é que os indianos chamam curry ao ensopado de legumes, de carne ou de peixe. Entendeu?

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Ingredientes

500g de frango fatiado

1 colher de chá de óleo vegetal (usei o de girassol)

3 colheres de nam pla*

4 colheres de sopa de curry verde

400ml de leite de coco

1 xícara de chá de broto de feijão

1 berinjela pequena picada em cubos médios

2 favas de cardamomo

Raspas de um limão

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Modo de Preparo

1º Tempere o frango fatiado com o nam pla.

2º Amasse as favas de cardamomo no pilão reserve as sementes e descarte a casca.

Numa panela wok ou numa frigideira grande aqueça o óleo vegetal e acrescente a pasta de curry verde. Junte as sementes de cardamomo e refogue por 3 minutos até soltar o aroma.

4º Junte o frango e salteie até que os cubos cozinhem por igual.

5º Adicione o leite de coco, misture bem e cozinhe até ferver.

6º Acrescente as raspas de limão, a berinjela e reduza para o fogo médio. Cozinhe por mais 20 minutos, para que o molho engrosse.

7º Finalize adicionando os brotos de feijão. Sirva com arroz branco.

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foto: Ângelo Mello

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* tempero muito usado na culinária tailandesa para salgar a comida. É uma mistura de vários condimentos e peixe, que depois de fermentados exalam um forte cheiro, mas que na panela dá um sabor inconfundível aos pratos.

P.S.: Quem mora em Palmas ou em outra cidade onde não existem mercearias especializadas na venda de produtos orientais, indico este site que entrega em todo o país.

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foto: Ângelo Mello

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Esta costelinha é uma viagem. Antes de falar sobre ela, preciso contar uma longa história. Preparados? Vocês vão gostar!

Há algum tempo venho pesquisando sobre a cozinha cajun. Pra muita gente pensar em comida estadunidense é pensar em hambúrguer, batata frita, cachorro-quente e toda sorte de junk/fast food possível e imaginável.  É difícil imaginar que os Estados Unidos possuem uma tradição culinária típica e surpreendente. É difícil, mas existe! A cozinha cajun é tão deliciosa, quanto desconhecida.

Comecei a juntar caquinhos na internet e descobri que cajun é o nome dado a uma das mais interessantes cozinhas daquele país, a cozinha do sul, no estado da Louisiana. Os pratos possuem receitas rústicas, caseiras e vigorosas, herdadas do povo Acadian. Esse povo chegou à região antes da independência dos Estados Unidos, quando precisaram migrar para as margens do delta do rio Mississipi devido a sua expulsão da Nova Escócia, hoje Canadá. Como os nativos não conseguiam pronunciar a palavra Acadian, falavam Cajun.

O principal prato da culinária cajun é a jambalaya, uma espécie de paella. Aliás, umas das características desta culinária é o preparo da refeição em um único grande caldeirão, onde toda a família pode se servir.

Nunca fiz um prato típico da cozinha cajun, mas confesso que fiquei intrigada com toda a riqueza dessa história e com a quantidade de condimentos usados nessa cultura. Foi assim que iniciei minha busca pelo tempero cajun, esse amarelinho aí da foto. Queria sentir o aroma, experimentar ainda que só um tiquinho dessa vertente culinária. 
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tempero cajun

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Consegui realizar esse desejo com a ajuda do casal Camila Carvalho e Rodrigo Gotardo, dois amigos de Goiânia.  Eles foram curtir um fim de semana em São Paulo e tiveram o carinho de mandar pra minha cozinha um pacote de tempero cajun além de ”otras cosita más”, tudo direto do mercadão paulistano!

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foto: Ângelo Mello

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Fiquei pensando o que fazer com o tempero cajun e sábado passado decidi pegar uma ripa de costelinha pra testar o pó mágico do sul dos EUA. Primeiro fiz uma marinada composta por suco de um limão, dois dentes de alho amassados, azeite e sal. Espalhei tudo isso em 1,5 quilos de costelinha e deixei descansando de um dia para o outro, na geladeira. No dia seguinte, passei o tempero cajun com generosidade sobre a carne de porco. Deixei descansar fora da geladeira por mais 30 minutos e mandei a costelinha pro forno preaquecido a 220°C, em assadeira tampada com papel alumínio. Depois de 40 minutos tirei o papel alumínio e deixei dourando em temperatura baixa por mais 40 minutos. Quando estava finalizando juntei duas colheres de sobremesa de tempero cajun com um pouco de azeite e pincelei a mistura sobre a ripa de costelinha. Mandei pro forno mais um tiquinho e o resultado foi incrível! Nunca comi nada igual. O sabor do tempero é complexo, apimentado, mas suave com algumas notas de açúcar. Eu e Ângelo adoramos… tanto que roemos até os ossos! hehehe

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foto: Ângelo Mello

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Infelizmente aqui em Palmas não temos onde comprar o tempero cajun, mas achei essa receita aqui. Não sei se está correta, porque achei inúmeras receitas, com inúmeros ingredientes diferentes. Levando em consideração o sabor que provei na costelinha, esse modo de preparo me pareceu mais adequado. Se alguém testar me diga como ficou!

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foto: Ângelo Mello

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Eu sei que escondidinho é ideal para comer num clima, assim, mais ameno. Também sei que não é o meu caso porque aqui em Palmas 40°C é dia de tempo fresco. Mas o problema é a minha R-E-F-O-R-M-A!!! Ai, esse discurso já tá ficando chato… deixa isso pra lá!

Pois bem, é que em tempos de pouco tempo, o que vale é a gente lançar mão de comidinhas gostosas e fáceis de preparar. Assim, surgiu esse escondidinho de bacalhau! Verifiquei que na minha geladeira tinha umas lasconas de bacalhau e também umas batatas bonitas que só vendo. Preparei minha iguaria nordestina com toque lusitano tomando uma cervejinha  gelada e dançando com meu marido as músicas do Chiclete com Banana, no carnaval de Salvador, que assistíamos pela TV. Posso garantir que escondidinho de bacalhau e Chiclete com Banana casam bem pra caramba!

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Ingredientes

4 batatas grandes, descascadas e picadas em pedaços médios

2 xícaras de leite integral

1 colher de manteiga

4 dentes de alho picadinhos

5 colheres de sopa de azeite

1 cebola grande picadinha

300g de lascas de bacalhau dessalgado

½ xícara de azeitonas pretas picadas

Salsinha picada a gosto

2 ovos cozidos

Noz-moscada ralada

Pimenta-do-reino branca moída na hora

200g de queijo coalho ralado

Sal

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Modo de Preparo

1º Coloque as batatas para cozinhar em água fervente salgada.

2º Enquanto isso prepare o refogado de bacalhau. Numa panela, aqueça o azeite e refogue a cebola e metade do alho. Junte as lascas de bacalhau e refogue até ficar macio. Junte as azeitonas pretas, tempero com pimenta-do-reino branca, acerte o sal e desligue o fogo. Finalize juntando a salsinha. Reserve.

3º Passe as batatas cozidas e escorridas pelo processador de alimentos e vá juntando o leite. (a- Se você preferir, pode usar um garfo ou um espremedor manual para amassar as batatas. Eu uso o processador porque ele deixa o purê bem lisinho e sedoso. b- você pode diminuir ou aumentar a quantidade de leite, depende da textura que você deseja para seu purê de batatas)

4º Numa panela coloque a manteiga para derreter em fogo baixo. Junte o alho e refogue. Adicione o purê de batatas e mexa por uns 3 minutos. Acrescente noz-moscada a gosto, acerte o sal e a pimenta-do-reino branca. Reserve.

5º Preaqueça o forno a 220°C.

6º Separe 2 ramequins médios e unte-os com um pouco de azeite. Comece a montagem do escondidinho colocando uma porção de purê de batatas no fundo de cada potinho. Em seguida, faça uma camada de lascas de bacalhau. A próxima camada é feita com o ovo cozido picado grosseiramente. Regue os ovos com um pouquinho de azeite e tempere com sal. Cubra o recheio do escondidinho com mais uma camada de purê e finalize salpicando queijo coalho.

7º Leve para gratinar no forno até que o queijo esteja bem derretido. Isso leva uns 10 minutinhos.

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foto: Ângelo Mello

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Rendimento

2 ramequins médios

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foto: Ângelo Mello

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Paciência! É disso que você vai precisar para ter uma boa pizza caseira. Só o período de descanso da massa é de 4 horas, preciso dizer mais alguma coisa? E não adianta querer pular etapas porque não vai ficar legal. Falo isso com conhecimento de causa. Confesso que não tenho muita intimidade com massa e já me frustrei bastante. Mas não dessa vez!

Toda boa receita de massa de pizza precisa descansar bastante, se quiser, pode pesquisar. Estava assistindo ao Masterchef Australia, no canal fechado TLC (35), e o Gary Mehiganque ensinou que o descanso da massa é imprescindível para que o dióxido de carbono da levedura crie bolhas e faça-a dobrar de volume. Complicado? Nem tanto, é só ter paciência. Veja o passo-a-passo e depois me conta!

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Ingredientes

2 colheres de chá de fermento biológico fresco

2 colheres de chá de açúcar

2 colheres de chá de azeite

2 colheres de chá de sal

150ml de água em temperatura ambiente

350g de farinha de trigo

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Modo de Preparo

1º Numa vasilha, junte o fermento biológico, o açúcar e misture até dissolver. Adicione o azeite e o sal. Misture com uma das mãos e acrescente a água.

2º Misture mais uma vez e junte a farinha aos poucos, trabalhando com uma das mãos. A massa leva cerca de 10 minutos para começar a se soltar. Continue por mais uns 5 minutos, delicadamente, sem sovar, para ela ficar lisa.

3º Deixe descansar durante 2 horas. Divida a massa na metade, faça duas bolas e reserve por mais 2 horas.

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foto: Ângelo Mello

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Montagem da Pizza

1º Abra cada bola de massa, compondo duas bases finas para pizza.

Repare nas fotos e veja que usei uma pedra de cerâmica, ao invés de uma forma de alumínio. Essa pedra contribui para que a massa fique mais crocante porque absorve bastante calor.

2º Coloque o molho de tomate de sua preferência e espalhe com uma colher.

Fiz um molho super rápido que ficou ótimo e eu e Ângelo comemos de colheradas. Na frigideira coloquei azeite e refoguei alho e cebola, juntei 5 tomates maduros, sem sementes e bem picadinhos e deixei que eles começassem a derreter. Juntei um pouquinho de água, acertei o sal e juntei um punhado de orégano desidratado. Deixei engrossar por um 5 minutos e depois passei o mixer no molho pra que ele ficasse bem lisinho.

3º Geralmente, quando faço pizzas, abro a geladeira e vejo qual queijo ela tem pra me oferecer, mas desta vez me planejei e deixei muçarela de búfala reservada para o recheio. Distribui o queijo sobre cada disco com molho de tomate e levei para o forno, em temperatura média. Quando a muçarela estava bem derretida fiquei de olho na massa e deixei a pizza um pouco mais no forno, para que a massa ficasse bem assadinha.   

4º Tirei a pizza do forno e distribui tomates-cereja cortados ao meio.

5º Por fim, dispus uma porção generosa de molho pesto sobre minha pizza e servi super quente.

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foto: Ângelo Mello

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foto: Ângelo Mello

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Eu usei filé, mas você pode usar alcatra ou patinho que também dá certo. Esse ragu é bom pra comer naqueles dias de chuva quando a gente precisa aquecer o coração e o estômago. A receita é da chef Sylvia Cury que admiro por suas versões simples de pratos clássicos como este ragu e esse zucotto que já apresentei aqui. Sylvia sempre faz uma releitura e adapta modos de preparo com técnicas fáceis, que todos podem fazer em casa. Adoro isso, adoro comidinha simples, honesta e saborosa.

Ressalto que a quantidade de cebola que a receita pede assusta, mas é isso mesmo! São duas cebolas. Quando o ragu estiver no fogo, engrossando, a cebola começa a derreter e, seu sabor, agregado aos demais ingredientes, deixa o resultado final bem equilibrado.

Indico que façam como eu, sirvam o ragu de carne com um purezinho de batata baroa, também chamada de mandioquinha. O purê é simples: mandioquinha cozida em água salgada e passada no espremedor de legumes (para ficar mais sedoso, passo a polpa da mandioquinha na peneira também); na panela coloco manteiga + cebola e alho minimamente picados + polpa da mandioquinha + leite + sal + pimenta-do-reino branca moída na hora + noz moscada e voilà! Agora, atenção ao modo de preparo do ragu:

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foto: Ângelo Mello

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Ingredientes

500g de filé-mignon

2 cebolas picadas + uma colher de sopa de cebola para o refogado de cogumelos

1 dente de alho picado

300g de cogumelo shitake cortado em pequenas fatias

2 colheres de sopa de farinha de trigo

500ml de caldo de carne (se for de tablete, use uma unidade)

Azeite

50ml de vinho branco + 20ml para o refogado de cogumelos (usei chardonnay)

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Modo de Preparo

1º Refogue os cogumelos shitake em azeite, sal e um tiquinho de vinho branco por cerca de cinco minutos. Reserve.

2º Em outra panela, refogue a carne no azeite até que fique dourada de todos os lados.

3º Adicione a cebola e o alho picados, mais o vinho branco. Refogue por dois minutinhos.

4º Adicione o caldo de carne e a farinha de trigo, dissolvida em 50ml de água fria. Misture tudo até o cozido engrossar, mexendo sem parar.

5º Junte o refogado de cogumelos e cozinhe rapidamente, por cerca de 5 minutos.

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foto: Ângelo Mello

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foto: Ângelo Mello

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Estou certa de que camarão é o ingrediente que evoca as lembranças mais ternas no meu marido. Quando o assunto é comfort food o camarão está bem presente nos pratos que trazem à sua memória saudosas histórias de família. Um desses pratos é o Ensopado de Camarão que já mostramos aqui. Aliás, o Ensopado de Camarão é o prato que Ângelo mais fala a respeito.

A partir da paixão dele comecei a idealizar essa versão de conchiglione. Isso porque, desde que postei o Conchiglioni com Ricota e Espinafre, Ângelo me cobra uma nova versão da massa. Confesso que estava muito temerosa para fazer o recheio de camarão com requeijão. Não sabia como ia combinar os ingredientes e nem como ficaria a textura. Pra minha surpresa e felicidade do meu maridinho, tudo deu certo. E, modéstia a parte, ficou delicioso!

A ligação entre o ensopado e o conchiglione ficou ainda mais evidente quando pensei em colocar no molho de tomate, um toque de leite de coco. Pra mim essa foi a melhor parte. A acidez do tomate foi compensada com a naturalidade do leite de coco. O resultado de tudo isso foi uma massa com recheio marcante suavizada por um molho bem equilibrado.

Senti-me muito bem com o resultado desse prato e recomendo a todos!

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INGREDIENTES

Massa e Recheio

30 conchiglioni cozidos al dente

400g de camarões médios sem casca, cozidos

3 colheres de sopa de azeite

1 cebola picadinha

1 dente de alho picado

250g de requeijão culinário (Catupiry, por favor!)

1 xícara de chá de leite

1 colher de sopa de amido de milho

Sal

Pimenta-do-reino branca moída na hora

Noz-moscada

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Molho

2 colheres de sopa de azeite

1 cebola pequena picada

1 dente de alho picado

400ml de passata de tomate (eu usei essa aqui)

50ml de leite de coco

Sal e pimenta-do-reino a gosto

Salsinha picadinha

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foto: Ângelo Mello

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MODO DE PREPARO

1º Cozinhe os conchiglioni em uma panela grande com água fervente salgada, de acordo com as instruções da embalagem, até fica al dente. Escorra, passe um pouco de água fria e escorra novamente. Regue a massa com um fio de azeite e reserve.

2º Prepare o molho. Numa panela aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho. Junte a passata, misture o leite de coco e adicione um tiquinho de água. Acerte o sal e a pimenta e deixe a panela semitampada em fogo baixo. Desligue quando o molho estiver mais grosso e finalize acrescentando a salsinha. Reserve.

3º Agora passe a fazer o recheio. Aqueça o azeite e junte os camarões cortados ao meio. Refogue por uns três minutinhos. Junte o alho e a cebola.  Acrescente o requeijão culinário e misture bem. Dissolva o amido de milho leite e acrescente à mistura que está no fogo. Mexa até formar um creme consistente. Acerte o sal, a pimenta, acrescente um pitada de noz-moscada e desligue o fogo.

4º Preaqueça o forno a 220°C. Recheie os conchiglioni com o creme de camarão, organize-os em um refratário untado com bastante azeite e leve ao forno para que o recheio derreta um tiquinho. Coisa rápida, uns 5 minutinhos.

5º Monte os conchiglioni nos prato e regue com o molho de tomate e leite de coco.

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foto: Ângelo Mello

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foto: Ângelo Mello

Eu adoro espinafre, entretanto, por algum tempo parei de usar na minha cozinha porque meu maridinho dizia que não gostava muito. A boa notícia é que nos últimos tempos minhas composições têm feito sucesso lá em casa, também só combino o espinafre com coisa bem ruim, que quase não dá vontade de comer. Vocês lembram do Conchiglioni com Ricota e Espinafre e da Lasanha de Espinafre com Gorgonzola. Na verdade, na verdade, o espinafre nem ia entrar nesse meu sanduíche de forno, mas aí eu vi o maço tão fresquinho, sozinho, na gôndola do supermercado, sorrindo pra mim… não resisti!

A receita do sanduiche de forno é super conhecida. Camadas de pão de forma, intercaladas com molho béchamel e o recheio da preferência de quem vai comer. No meu caso fiz com recheio de muçarela, presunto, frango desfiado e espinafre puxado na manteiga. Sendo assim, não existe uma receita fechada, você pode usar a imaginação que vai dar certo!

A minha opção parece complicada, com muitas etapas, mas não se enganem não. É super fácil e, depois de pronto, vocês vão ser recompensados! Então vamos lá, só pra você entenderem o que eu fiz:

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foto: Ângelo Mello

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Primeira etapa

Peguei a receita do molho béchamel que eu postei aqui, tripliquei as quantidades e fiz bastante molho, assim teria um sanduíche de forno bem úmido.

Segunda etapa

Em outra panela preparei o frango: aqueci um fio de azeite, juntei uma cebola e 3 dentes de alho picados, acrescentei cerca de 300g de frango desfiado, acertei sal e pimenta e adicionei um pouquinho de noz-moscada ralada. Deixei refogar isso tudo por uns cinco minutinhos e reservei.

Terceira etapa

Na sequência, lavei as folhas retiradas de um maço de espinafre. Aqueci uma frigideira, coloquei uma colher generosa de manteiga, joguei o espinafre e salteei por uns 2 minutinhos, só pra dar uma murchada. Agora vem o pulo do gato: no final desta etapa percebi que o espinafre soltou uma água saborosa e aromática. Peguei todo esse sumo verde e joguei no molho béchamel que, além de mais saboroso, ficou super perfumado.

Quarta etapa

Nessa última, fiz a montagem do meu sanduíche. Além do molho, do frango e do espinafre, separei um pacote de pão de forma sem casca, 300g de presunto e 300g de muçarela. Com tudo isso separado, comecei a construção do mega sanduíche. Usei um refratário retangular de mais ou menos 30cm por 20cm. Iniciei colocando um fio de azeite e um pouco de molho béchamel no fundo da travessa. Então, coloquei uma camada de pão, uma camada de molho, muçarela, presunto, espalhei um pouco de frango, um pouco de espinafre e finalizei a camada colocando mais molho. Feito isso, iniciei tudo de novo: pão, molho, muçarela, presunto, frango, espinafre e molho. Eu sei que parece muito recheio, mas você coloca tudo com parcimônia que dá certo. Vejam as fotos! O meu sanduíche ficou com duas camadas de recheio e, para cobertura, coloquei mais uma camada de pão, molho e muçarela por cima de tudo. Levei em forno preaquecido a 200°C e deixei gratinando até a cobertura ficar bem douradinha.

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foto: Ângelo Mello

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foto: Ângelo Mello

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Meus caros leitores devo muitas desculpas a vocês pela minha ausência durante esses dias. O pior é que isso deve se estender um “cadinho” mais. Acredito que vocês devem saber como uma reforma toma tempo. Apesar do nosso AP ser zero bala, estamos trocando algumas coisas e, principalmente, adequando minha nova cozinha às minhas preferências. Vamos quebrar parede e deixar tudo aberto pra que eu possa interagir com todo mundo enquanto cozinho. Vai ficar um lushooooo, eu espero! Quando estiver pronto, mostro como ficou minha nova cozinha. Mas agora vamos deixar cimento, revestimento e massa corrida de lado e vamos à receita de hoje.

Devo dizer que sou louca por programas de culinárias, assisto todos! Aliás, vocês já assistiram ao Masterchef? Já vi todos os episódios da primeira temporada portuguesa, em HD pelo You Tube, e não perco a versão australiana que está sendo exibida no canal fechado 35, o Traveling Living Channel, às nove da noite, horário de verão.

Quando assisti a uma das provas da pressão, que funciona como um paredão, não resisti e resolvi reproduzir a receita em casa. Os emparedados tinham que fazer um prato composto por um escalope à milanesa, batata frita e salada de repolho com cenoura. O grande lance da prova era descobrir qual era a carne usada para fazer o carne. Os participantes se confundiram entre vitela e porco, mas no final das contas era porco! Um bife lindo e apetitoso que eu não consegui resistir.

As medidas do meu porquinho foram no olhômetro e acho que meu instinto de cozinheira não me decepcionou. Meu porco à milanesa ficou com a casquinha crocante e a carne úmida, assim como eu imaginava que deveria ser. Veja como fiz:

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foto: Ângelo Mello

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Ingredientes

4 bifes de carne de porco (comprei um pedaço de pernil e fiz os bifinhos, vocês podem usar a parte do porco que preferirem)

5 colheres de sopa azeite

3 colheres de sopa de salsinha picadinha

3 dentes de alho bem picadinhos

Sal e pimenta-do-reino a gosto

2 ovos

3 colheres de sopa bem cheias de farinha de trigo

8 fatias de pão de forma

1 colher de chá de folhinhas de alecrim fresco

Óleo para fritar (usei óleo de canola)

Filme plástico

 

Modo de Preparo

1º Envolva os escalopes no filme plástico e, com o auxílio de um martelo de cozinha, afine a carne. Faça bifinhos bem fininhos, com cerca de meio centímetro de espessura.

2º Tempere os dois lados de cada bife com sal e pimenta-do-reino.

3º Faça uma mistura com o azeite, o alho e a salsinha. Passe os bifes nesta mistura e reserve.

4º Retire a casca do pão de forma e bata no processador ou no liquidificador junto com o alecrim até formar uma farofinha.

5º Bata os ovos ligeiramente e tempere com uma pitada de sal.

6º Passe os bifes na farinha de trigo e retire o excesso batendo delicadamente com as mãos.

6º Agora, passe os bifes nos ovos e, em seguida, na farinha de pão de forma.

7º Numa frigideira, aqueça o óleo. Não precisa mergulhar o bife no óleo, mas coloque uma quantidade capaz de cobrir pelo menos até a metade dos bifes.

8º Frite os escalopes até ficarem douradinhos. Coloque-os sobre papel absorvente e sirva quente.

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foto: Ângelo Mello

Eu fiz igual ao Masterchef Austrália e servi meu porquinho com batata frita e salada de repolho com cenoura.

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Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.

Carlos Drummond de Andrade

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Virou tradição na minha vida! Pelo menos desde os 17 anos, todo início de ano, leio o poema “Cortar o tempo” de Carlos Drummond de Andrade. Funciona como um sopro de motivação. Lembro dos 12 meses que passaram, penso na fadiga que se acumulou em 12 meses que se passaram e me revigoro com a esperança de que tudo será melhor e diferente!

Como não poderia ser de outra forma, também tenho algumas resoluções de ano novo. Vou compartilhar apenas uma com vocês e, se acharem interessante, tomem-na para si. A ideia é desacelerar! Isso significa caminhar a passos lentos. Não estou falando de ser irresponsável no trabalho ou deixar coisas importantes pra depois. Nada disso! Estou pensando que tudo pode ser melhor se dermos tempo para o tempo. Muita gente vai achar que estou sendo óbvia, mas às vezes as obviedades são tão intangíveis, concorda?

É que o último ano foi uma correria danada e isso não é bom. Tem uma passagem bíblica de Eclesiastes que diz “Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo”, isso não é maravilhoso? Pra que vou ficar me desgastando querendo passar o carro na frente dos bois? Frear, frear e frear esse será meu lema! Tentarei ser delicada e lenta.

E se o assunto é suavidade e delicadeza vou começar o ano postando pra vocês uma receita que, apesar do gorgonzola, representa muito bem isso tudo. Não poderia ser outra coisa: risoto! Todos já sabem que adoro risotos e a combinação de aspargos com gorgonzola foi uma grata surpresa nessa variação do prato. Uma opção de preparo lento com sabor delicado e suave.

Feliz ano novo pra todos!

Amor,

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Paula Lima e Mello

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foto: Ângelo Mello

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Ingredientes

2 colheres de sopa de azeite

1 cebola pequena picadinha

300g de aspargos cortados em pedaços de 4cm e as pontas bem picadinhas

200g de arroz arbóreo

½ xícara de chá de vinho branco seco

1 litro e meio de caldo de legumes (se for usar o caldo pronto, dilua 2 cubinhos)

75g de queijo gorgonzola picado

1 colher de sopa de manteiga

2 colheres de sopa de salsinha picadinha

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Modo de Preparo

1º Ferva o caldo de legumes e mantenha-o quente durante o preparo do risoto.

2º Em uma panela, aqueça o azeite e refogue a cebola e os aspargos por 3 minutinhos. Reserve as pontas picadinhas para acrescentar no final do preparo.

3º Adicione o arroz e, em seguida, junte o vinho e mexa bem até que a bebida seja completamente absorvida.

4º Coloque uma concha de caldo e mexa até que todo o líquido seja absorvido. Repita essa operação até que o arroz fique al dente. Isso leva cerca de 20 minutos. Lembre-se: o caldo deve ser adicionado concha a concha. Nada de colocar tudo de uma vez!

5º Quando adicionar a última concha de caldo, junte as pontas de aspargos picadas.

6º Após todo o caldo ser absorvido, acrescente o gorgonzola e a manteiga e incorpore os ingredientes delicadamente.

7º Finalize acrescentando a salsinha e sirva bem quente.

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foto: Ângelo Mello

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Rendimento

2 porções

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foto: Ângelo Mello

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Seguindo com a série de receitas para uma ceia de Natal inesquecível, decidi sugerir a bacalhoada porque eu adoro Natal com diversidade de carnes. Além do peru e do lombo/pernil/tender, eu acho muito interessante servir um pescado. Assim, todos os convidados ficam satisfeitos! E, sem falsa modéstia, essa bacalhoada é a perfeita para quem quer perder pouco tempo na véspera de Natal, mas ao mesmo tempo não abre mão de servir um prato elegante e saboroso.

Essa bacalhoada tá fresquinha saiu ontem pro almoço de domingo. Complementei o prato com Arroz com Hortelã e Nozes, um ótimo acompanhamento que também vou postar aqui no Tempero Novo durante essa semana.

Agora um papo meio complicado é sobre a quantidade de bacalhau. Fiz 400g de bacalhau e coloquei a quantidade de legumes aleatoriamente. Esse tanto deu e sobrou pro almoço de domingo em que estávamos somente eu e Ângelo. Eu penso que, numa ceia, quando serão servidos diversos tipos de carnes e acompanhamentos, um quilo de bacalhau deve ser suficiente para dez pessoas, ok?

Pra finalizar esse papo, acho que nem é preciso lembrar que o bacalhau precisa ser reidratado e dessalgado, né? Sobre isso já conversamos muito bem aqui! Agora vamos à receitinha:

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foto: Ângelo Mello

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Ingredientes

1kg de bacalhau em postas, dessalgado

1kg de batata bolinha descascadas

300ml de azeite de oliva

3 cebolas grandes cortadas em rodelas

2 tomates grandes cortados em rodelas

1 pimentão verde cortado em pedaços grandes

1 pimentão vermelho cortado em pedaços grandes

Azeitonas pretas sem caroço

Salsinha picada a gosto

Sal a gosto

Pimenta-do-reino moída na hora a gosto

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foto: Ângelo Mello

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Modo de Preparo

1º Coloque as batatas numa panela, cubra com água e adicione sal a gosto. Leve ao fogo alto e, quando ferver, deixe cozinhar por uns 5 minutos. Espete um garfo, as batatas devem estar levemente cozidas. Escorra a água e deixe as batatas esfriarem. Reserve.

2º Em outra panela, coloque o bacalhau dessalgado e cubra com água. Leve ao fogo alto e deixe ferver por 5 minutos. Desligue o fogo e escorra a água.

3º Preaqueça o forno a 180ºC.

4º Num refratário, coloque um pouco de azeite. Espalhe o bacalhau e arrume todos os outros ingredientes por cima. Tempere com um pouquinho de sal e regue com o azeite de oliva. Cubra com papel-alumínio e leve ao forno por 30 minutos.

5º Retire o papel-alumínio e deixe assar por mais 20 minutos. Quando estiverem faltando 5 minutinhos pra finalizar, salpique a salsinha por toda a superfície do refratário. Sirva bem quente.

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foto: Ângelo Mello

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Pra mim bacalhau sem ovo é como queijo sem goiabada, portanto servi minha bacalhoada com uma saladinha de ovo temperada com molho de alcaparras. O molho é simples: alcaparras picadinhas + azeite + um pouquinho de sal + suco de meio limão + ovos cortados em 4 = saladinha perfeita.

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foto: Ângelo Mello

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A história é a seguinte: o Natal está chegando e, com ele, além dos presentes vem também a farra gastronômica típica dessa época. Amigos e familiares se reúnem para confraternizações que oferecem ao estômago toda sorte de comidas deliciosas que contribuem para fazer do momento uma data ainda mais especial e memorável. Oh beleza!

Para contribuir com a ceia de natal dos leitores do Tempero Novo decidi pinçar dos meus livrinhos de receitas algumas dicas para a preparação de aves inteiras. Portanto, essa versão de frango marinado em vinho com legumes e besuntado com manteiga de ervas, é excelente pra fazer com a ave que você escolher para servir em sua ceia. Pode ser peru, chester ou até o franguinho mesmo. Vai depender do seu bolso!

O modo de preparo, parece complicado, mas não é. Seguindo todos os passos que eu indicarei a seguir vocês terão uma carne de frango ou de peru ou de chester muito molhadinha. Ficarão surpresos, assim como ficamos lá em casa. Esse meu franguinho reconfortante rendeu boas lembranças. Uma delas é o suco aromático que brotava do peito quando cortei o penoso. Incrível!

Portanto, agora atenção à receita e, principalmente, à forma de como a ave deve ser besuntada com a manteiga, ok? #sucesso garantido

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foto: Ângelo Mello

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Ingredientes

 1 frango/peru/chester inteiro, sem miúdos

500 ml de vinho branco seco (usei chardonnay)

1 cenoura picada em cubinhos pequenos

1 talo de salsão picadinho

1 talo de alho-poró picadinho

1 cebola picadinha

1 pimenta dedo-de-moça, sem sementes, picadinha

½ xícara de chá de manteiga em temperatura ambiente

4 colheres de sopa de alecrim e tomilho frescos, picados finamente

1 limão siciliano cortado em rodelas

2 ramos de alecrim

Fatias de bacon

Palitinhos de madeira

Barbante

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foto: Ângelo Mello

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Modo de Preparo

1º Depois de tirar todas as gorduras e restos de miúdos, lave bem a ave e deixe escorrendo.

2º Enquanto isso, junte a cebola, o salsão, o alho-poró, a cenoura, a pimenta dedo-de-moça e o vinho. Misture bem e deixe a ave nessa marinada de um dia para o outro. (eu coloquei meu frango pra marinar num saco plástico resistente. De vez em quando eu dava uma sacudida e uma viradinha pra garantir que o tempero chegasse a todas as partes da ave.)

3º No dia seguinte, retire a ave da marinada. Escorra bem, extraia todos os pedacinhos de legumes e passe um pouco de sal por dentro e por fora da ave. Detalhe: coe e reserve o líquido da marinada.

4º Misture a manteiga com as ervas picadas e sal a gosto. Comece o trabalho de besuntar a ave. Passe a manteiga aromática por dentro e sob a pele do penoso. Isso mesmo! Com todo cuidado, levante a pele da ave e vá colocando manteiga por dentro, em contato direto com a carne. Eu colocava muita manteiga e depois puxava a pele de volta pro lugar e ia passando a mão por cima da pele para espalhar bem.

5º Agora coloque os ramos de alecrim e as rodelas de limão dentro a ave.

6º Com palitinhos de madeira, feche a cavidade da ave e, com um pedaço de barbante, amarre os ossos das coxas. Esse cuidado é pra garantir um penoso bem bonitinho e comportado depois de assado.

7º Coloque a ave numa assadeira, juntamente com um pouco do líquido da marinada. Disponha as fatias de bacon sobre o peito, assim como mostra a foto acima. (isso vai garantir que a carne fique mais saborosa, úmida e macia!)

8º Cubra com papel-alumínio e leve ao forno preaquecido a 180°C.   

9º Asse por 40 minutos. Retire o papel-alumínio e vá regando várias vezes com o líquido que se forma na assadeira. Continue assando até que a ave fique dourada. (dependendo do tamanho da ave que estiver assando e do forno que você tem esse tempo pode chegar a 3 horas ou mais! Por exemplo, meu frango tinha mais ou menos 2,5kg e levou duas horas pra ficar pronto.)

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fotos: Ângelo Mello

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PS1: Servi meu franguinho com batata inglesa e batata-doce assadas com alho.

PS2: Nas fotinhas acima, dá pra ver direitinho as ervinhas por dentro da pele, não é rico? Hummm… e o tanto que fica crocante? Tudo por causa da manteiga! #ficaadica

Beijos e bom fim de semana!

Amor,

Paula Lima e Mello

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foto: Ângelo Mello

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O ceviche é um patrimônio cultural do Peru e um dos pratos mais elaborados ultimamente. Todo mundo fala sobre o ceviche e todo restaurante antenado tem ceviche como opção no cardápio. Na minha cozinha o prato figura como estrela de qualquer evento familiar ou entre amigos. Sirvo como entrada. A maioria das pessoas torce o nariz quando conto que o prato é feito de peixe cru cozido em suco de limão, nada de fogo! A boa notícia é que todos ficam seduzidos pelo aroma do ceviche e, quando provam, aprovam. Sério mesmo, 100% dos meus convidados adoraram, né Marcus?

No Peru, o ceviche é servido com milho cozido e uma batata-doce rosada, típica daquele país. Eu, sirvo da mesma forma que comi pela primeira vez, em Salvador: com tomate e acompanhado de torradas. Uma releitura, claro!

Pra finalizar a conversa quero dizer que em um bom ceviche não podem faltar, além do peixe, cebola roxa, coentro e pimenta. A pimenta, além de decorar o prato, esquenta o ceviche. Eu gosto de usar pimenta dedo-de-moça. Primeiro porque é fácil de encontrar e depois porque contribui para dar mais frescor ao meu ceviche.

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foto: Ângelo Mello

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Ingredientes

250g de tilápia cortada em cubos médios (também pode ser feito com robalo, salmão, linguado, vermelho etc)

1 tomate maduro sem sementes picado em cubinhos (os peruanos não usam, mas eu gosto!)

1 cebola roxa picada finamente

Coentro fresco picado (use com parcimônia, ele pode roubar o sabor dos outros ingredientes)

Pimenta dedo-de-moça a gosto (eu uso uma pimenta sem sementes pra que o ardor fique mais leve)

1 limão siciliano

2 limões tahiti

Sal a gosto

Azeite (os peruanos não usam, mas eu também gosto!)

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Modo de Preparo

1º Numa travessa de vidro coloque o peixe e tempere com sal. Segundo a chef Flávia Quaresma, o sal traz o sabor da água doce/mar de volta pro peixe.

2º Em seguida, adicione metade do suco de limão e mexa bem para “ativar” o cozimento. Coloque o restante do limão e mexa um pouco mais. (nessa etapa você vai perceber que o suco de limão em contato com o peixe forma um caldo branco que os peruanos chamam de “leche de tigre”)

3º Para finalizar, adicione a cebola, o tomate e a pimenta. Misture bem e finalize acrescentando o coentro picado e um fio de azeite. (como disse, você pode servir só ceviche, mas eu gosto de colocar umas torradinhas no meio pra ficar mais interessante!)

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foto: Ângelo Mello

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Que eu gosto de comer, isso todo mundo sabe. Também gostaria de dizer que isso não vai mudar, gosto de comer e pronto! O legal é que vira e mexe tenho uns rompantes que me levam a pensar em comidas leves. Foi num desses ímpetos que resolvi preparar esse prato.

O lance desse filé é prepará-lo com pouca gordura. Dei uma selada na frigideira e depois mandei pro forno. A crosta de pimentão foi o tchan da coisa, aliás, pra mim o segredo pra cozinhar e comer alimentos magros é incluir sabores diversos pra substituir aquela vontade que dá de consumir algo calórico, gorduroso. Acho que essa é uma ótima opção e pode ser acompanhada por um arroz integral e uma saladinha bem temperada! #levezaquevaievolta

 

Ingredientes

4 medalhões de filé-mignon

1 pimentão vermelho cortado ao meio, sem sementes

2 dentes de alho amassado e picado

8 azeitonas pretas picadinhas

2 colheres de sopa de azeite

2 colheres de chá de alcaparras escorridas e picadas

Sal e pimenta-do-reino moída na hora

 

Modo de Preparo

1º Cozinhe o pimentão numa grelha preaquecida até a casca escurecer, isso leva um tempinho, uns 20 minutos. (eu coloquei meu pimentão na churrasqueira elétrica)  

2º Quando a polpa do pimentão estiver bem macia retire-o e cubra-o com papel toalha umedecido até esfriar o suficiente para poder descascá-lo e picar a polpa bem picadinha.

3º Misture o alho, a azeitona, o azeite, as alcaparras e o pimentão.

4º Coloque uma frigideira no fogo com um fio de azeite. Disponha os filés e deixe grelhar. Vire-os e tempere o lado selado com sal e pimenta. Faça o mesmo com o outro lado da carne. (essa etapa é rápida, um sustinho mesmo!)

5º Coloque os filés numa assadeira, cubra-os com a mistura de pimentão e asse em forno preaquecido a 200°C por uns cinco minutinhos. Pronto, agora é só servir!

 

Rendimento

2 porções

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foto: Ângelo Mello

Isso é mais uma dica do que uma receita. Sabe aquelas dicas da vovó, que a gente guarda pro resto da vida? É desse tipo!

A simples e ingênua abobrinha italiana, se transforma num talharim leve, rápido de fazer e muito saboroso. Pode acreditar em mim!

Pra fazer uma porção desse talharim você precisa lavar e descascar duas abobrinhas italianas. O próximo passo é cortá-las em lâminas finas, no sentido do comprimento. Pra ajudar nesse processo, usei um peeler, o descascador de legumes. Com ele você faz lâminas de abobrinha ultrafinas. Agora, corte cada lâmina em tirinhas de aproximadamente meio centímetro para formar o talharim. Numa frigideira, aqueça duas colheres de sopa de azeite, coloque o talharim, adicione duas colheres de sopa de água, tempere com sal e pimenta-do-reino branca. Refogue, mexendo sempre, até que a abobrinha fique macia e al dente. Para servir, coloque o molho de sua preferência e salpique queijo parmesão ralado na hora. Eu fui de molho bolonhesa, a receita eu já mostrei aqui.

foto: Ângelo Mello

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foto: Ângelo Mello

A carne de porco é versátil, saborosa e muito, mas muito apreciada pelo meu marido Ângelo. Eu também aprecio e defendo a carninha de porco. Costumo espalhar pra todo mundo que, diferente do que muita gente pensa, a carne suína é saudável porque é rica em vitamina B e minerais. Aliás, aquele lance de que carne de porco é perigosa por transmitir cisticercose é mito. Essa doença pode ser provocada por qualquer tipo de carne, suína ou bovina, mal cozida ou verduras e frutas mal lavadas. Portanto, atenção com as boas práticas de higiene e cocção na cozinha.A receita de hoje não tem nada de difícil, pelo contrário… celebremos a simplicidade de espetar uns bons pedaços de porco, adormecidos numa marinada extremamente aromática e grelhá-los da forma mais despretensiosa possível. A garantia é de uma refeição que demanda pouco trabalho e resulta num sabor super agradável. De difícil aqui só o nome brochette, bonito isso né? Nada mais do que um espetinho, mas para “glamourizar” meu prato escolhi chamar de BRO-CHE-TTE, que rima com espaguete, omelete e Janete!

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Semana de conquistas pra todos nós!

Amor,

Paula Lima e Mello 

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P.S. Espero conquistar nessa semana o reparo do meu split da YORK que está na garantia, que o prazo para reparo já foi extrapolado, mas que a Jonhson Controls insiste em me pedir “um pouco mais de paciência senhora”. Argh! 

foto: Ângelo Mello

Ingredientes

400g de carne de porco de sua preferência cortada em cubos grandes (eu usei pernil por ser um corte que mantém certa umidade quando grelhado, assado etc, etc e etc)

5 espetinhos de madeira

3 dentes de alho amassados grosseiramente

½ colher de café de canela em pó

½ colher de café de cominho

½ colher de café de coentro em pó

1 colher de café de cúrcuma ou açafrão-da-terra

1 colher de chá de açúcar cristal

Suco de meio limão

2 colheres de azeite

 

Modo de Preparo

1º Mergulhe a carne de porco na mistura preparada com todos os ingredientes, menos o espeto de madeira, né? Deixe a carne marinando na geladeira de um dia pro outro.

2º Antes de preparar os brochettes, deixe os espetos de molho em água por uns 20 minutinhos. Essa hidratação evita que a madeira queime quando a carne for para o forno/grelha/churrasqueira.

3º Coloque os cubos de carne de porco nos espetinhos.

4º Agora vai da sua vontade. Os espetinhos podem ser colocados numa assadeira coberta com papel-alumínio e levados para assar no forno. Podem também ir para uma grelha ou churrasqueira. É só observar e retirar os brochettes quando a carne estiver bem douradinha e assada por dentro. Os meus espetinhos eu assei em churrasqueira elétrica. Ficaram prontos após 8 minutinhos de fogo de cada lado. 

foto: Ângelo Mello

Como acompanhamento servi o acompanhamento preferido do mês de novembro: feijão verde! Isso é simples, vejam como fazer nessa receitinha aqui.

Rendimento

2 porções

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foto: Ângelo Mello

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Noooosssaaaa, que saudade da minha cozinha, que saudade de você! O fim de ano tá chegando e, ao invés do trabalho diminuir, ele tá é aumentando “i-di-cum-força”! Mas isso é bom. É isso mesmo, foram as atividades profissionais que me afastaram, brevemente, de vocês. Chora não, tá? Eu já voltei. E voltei com um lanchinho bárbaro, super sabororo e que todos devem fazer. Então, força na peruca e presta atenção na historinha da tia Paulinha!

Shawarma, kebab, churrasquinho grego, churrasquinho turco, gyros (lê-se guiros)… tudo a mesma coisa! Um sanduíche de origem turca que, pela quantidade de nomes que recebe, ganhou o mundo,  variações de ingredientes e caiu no gosto de muita gente.

 A inspiração para o almoço do sábado passado veio de um site que eu amo, o Gastronomismo. Ao invés de frango, fiz meu shawarma de carne bovina, usei alcatra.

O molho, tzaziki (lê-se tsatsiqui), é espantoso de bom! Super saboroso, refrescante e leve. É feito de pepino, iogurte e temperos. Em casa fiz um teste porque Ângelo, meu esposo, não gosta de pepino. Resolvi preparar o molho tzatziki sem revelar os ingredientes. Para minha alegria ele adorou e ficou surpreso quando soube que havia pepino ali.

Enquanto preparava os sanduíches beliscamos um pão sírio com molho. A combinação ingênua revelou uma ótima opção para um aperitivo fresco e aromático para dias de muito calor.

 

foto: Ângelo Mello

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INGREDIENTES

Molho Tzatziki

1 pepino descascado e sem sementes

1 pote de iogurte

2 colheres de azeite

3 dentes de alho

Folhas de hortelã

Sal

Pimenta-do-reino branca

 

Shawarma

Pão sírio grande

500g de alcatra cortada em bifes de espessura média

Azeite

Alface americana picada

Tomate cortado em rodelas finas

Cebola roxa cortada em rodelas finas

Sal e pimenta-do-reino

Papel manteiga

 

MODO DE PREPARO

Molho Tzatziki

1º Pique o pepino em cubinhos bem pequenos. Coloque tudo numa peneira e salpique um pouco de sal. Coloque a peneira sobre uma tigelinha e deixe drenando por 20 minutos. No final, você vai perceber que saiu bastante água do pepino.

2º Agora junte no liquidificador o pepino drenado e todos os outros ingredientes do molho. Tempere com sal e pimenta a gosto e bata rapidamente. Reserve na geladeira.

 

Shawarma

1º  Preaqueça o forno a 200°C.

2º Numa frigideira quente, com um fio de azeite, grelhe a carne. Quando os bifes estiverem com a parte debaixo dourada vire-os e tempere com sal e pimenta a gosto. Quando o outro lado estiver selado, vire os bifes novamente e tempere. Uma dica: coloque poucos pedaços de carne de cada vez para evitar que junte muita água. Assim, você grelha os bifes por menos tempo e evita que a carne fique seca.

3º Retire a carne do fogo e, com uma faca bem afiada, corte em tirinhas de aproximadamente meio centímetro.

4º Sobre um pedaço de folha de papel manteiga disponha o pão sírio.

5º Distribua sobre o pão rodelas de tomate, cebola e uma colher de molho tzatziki.

6º Continue com a montagem do sanduiche colocando alface e um pouco mais de molho. Agora junte a carne filetada e junte mais de molho. (cuidado pra não colocar molho demais, ele pode umedecer o pão demasiadamente e prejudicar o próximo passo do nosso modo de preparo!)

7º Com o auxílio do papel manteiga enrole o pão sírio cuidadosamente de modo que todo o recheio fique dentro desse rolinho, tudo bem apertadinho. Embrulhe os shawarmas com o papel manteiga e coloque-os numa assadeira.

8º Agora, para finalizar, deixe os sanduiches no forno bem quente por 4 minutinhos.

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foto: Ângelo Mello

Rendimento

4 shawarmas

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foto: Ângelo Mello

Aqui em Palmas tem uma churrascaria, aliás a única digna, que tem um arroz carreteiro que eu a-do-ro! Ele é molhadinho, parece um risotinho. Sempre que passo perto dessa churrascaria fico pensando “naquilo”. Lembro do garçom chegando perto de mim, com uma panelinha de ferro super simpática, pra me oferecer o bendito arroz carreteiro. Ai eu esqueço as picanhas, os filés ao alho e os javalis e me deleito com o arroz carreteiro.

Então pensei, não estou podendo ir pra churrascaria. É que lá só tem rodízio e a gente come sem limites. Pensei um tiquinho mais: “estou salivando de vontade de comer aquele arroz!”. Forcei mais um pouquinho o pensamento e cheguei à conclusão de que eu poderia fazer arroz carreteiro em casa, uai!

Pesquisei na internet e não achei a receita do arroz carreteiro da churrascaria. O carreteiro de lá é vermelhinho, leva tomate e molho de tomate, eu acho. Mas fiz um apanhado de várias receitas que resultou nessa que apresento hoje no Tempero Novo. Ângelo disse que meu carreteiro não deixou nada a desejar para o que é servido na churrascaria. Eu adorei e achei que só ficou faltando a panelinha de ferro pra ser igual! 

foto: Ângelo Mello

Ingredientes

1 e ½ xícara de arroz parboilizado

2 xícaras de chá de charque picadinho (eu usei jerked beff dianteira que nada mais é do que carne seca, que por sua vez é bem parecida com o charque)

1 xícara de chá de linguiça toscana cortada em pequenas rodelas

1 cebola picadinha

2 tomates sem pele e sem sementes picados (quer aprender a fazer isso sem dificuldades? Veja aqui!)

3 colheres de purê de tomate (usei passata)

1 xícara de vinho branco seco

1 litro de caldo de carne (se usar caldo em cubinhos dissolva dois tabletes)

Azeite

Coentro picado

 

Modo de Preparo

1º Comece colocando o charque/carneseca/jerked beef picado de molho em água para tirar o excesso de sal. Deixe por 40 minutos trocando a água na metade do tempo.

2º Depois de dessalgar a carne, vamos iniciar o preparo do carreteiro. Esquente uma panela com um fio de azeite. Junte a linguiça e deixe dourar.

3º Acrescente na panela o charque, misture bem e espere fritar.

4º Agora acrescente um pouco mais de azeite e adicione a cebola e os tomates. Deixe refogar por cinco minutos e junte o purê de tomate. Com a panela tampada, espere o molho ficar bem consistente. Isso vai levar uns 8 minutos.

5º Na sequência, entre com o arroz e refogue bem.

6º Adicione o vinho, misture um pouco, mas não precisa deixar secar como fazemos no preparo do risoto.

7º Coloque caldo de carne até que o líquido fique um dedo acima do arroz. Deixe o restante do caldo aquecendo em fogo baixo, se precisar de mais caldo para concluir o cozimento do arroz é só adicionar mais líquido.

8º Quinze minutos depois o arroz deve estar bem macio e levemente úmido. Desligue o fogo, acrescente o coentro e mexa para misturar bem todos os ingredientes.

Nota: olha só, esse prato não precisou de sal por causa do sal da carne e do tempero do caldo de carne. De qualquer forma quando estiver cozinhando é bom provar o caldo pra ver se o tempero está a contento.

 

foto: Ângelo Mello

Rendimento

2 porções

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foto: Ângelo Mello

Esse é um macarrão que me remete à infância. Vó Nena, mãe de meu pai, com toda sua “italianeidade” preparava molhos deliciosos e com uma facilidade de dar inveja a qualquer chef de cozinha. Suas massas rendiam espetáculos na hora de fazer, pela rusticidade do preparo, e na hora de comer, pelo sabor incomparável. Ela fazia massa caseira, receita tradicional da família Botura. O mais legal de acompanhar o preparo do macarrão da vó Nena era a forma grosseira como ela abria a massa. Enfarinhada a mesa, com o rolo, vó Nena abria a massa do macarrão e cortava o talharim com uma faca, daquelas cuja lâmina se põe escura em virtude do tempo de uso. Ficava uma massa bem rústica, porém extremamente saborosa principalmente pela espessura de cada talharim.

Ai, ai, acho que é por causa dessas coisas que eu gosto de cozinhar. Por mais tempo que se passe, a gente jamais esquece sabores, sensações, aromas e recordações que uma comida bem feitinha pode trazer à memória. Minha vozinha se foi há muito tempo, uns 15 anos. Mas seu carinho permanece fresco como o sabor do delicioso molho bolonhesa que ela fazia e que eu tentei imitar nesse fim de semana.

Tenho que confessar que muitas coisas mudaram de lá para cá. A receita da minha vó Nena continha apenas tomates frescos, batidos no liquidificador com pele e sementes. As facilidades que temos acesso me fez aprender a usa passata ou tomate pelado, ambos com sabor fresco como dos tomates vermelhinhos que compramos nos supermercados.

Bem, o tchan dessa receita que vou mostrar está num ingrediente super pequenininho, mas que faz uma diferença enorme: sementes de erva-doce. Elas conferem um sabor suave e que super combina com o molho de tomate. Ângelo adora e sente falta da erva-doce no paladar quando prova molho è bolonhesa sem essas sementinhas.  Façam e apreciem sem moderação!

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foto: Ângelo Mello

Ingredientes

250 g de espaguete (ou a massa de sua preferência. Eu usei da marca Barilla que é simplesmente perfeita)

400g de carne moída (eu sempre uso patinho)

100g de bacon picado em cubinhos

Um punhado de sementes de erva-doce

Azeite

1 cebola média picadinha

2 dentes de alho amassados e picados

500ml de passata (você pode usar tomate pelado ou substituir isso por tomate picado, mais ou menos uns 10 tomates cortados em cubinhos, sem pele e sem sementes)

4 tomates cortados em cubinhos, sem pele e sem sementes (mesmo usando a passata eu gosto de colocar uns tomatinhos para que o molho fique meio pedaçudo)

Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

Tomilho fresco a gosto

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Modo de Preparo

1º Coloque uma panela grande com água para ferver.

2º Enquanto a água ferve prepare o molho. Numa panela quente frite o bacon em sua própria gordura. Acrescente as sementes de erva-doce e já na sequência adicione um pouco de azeite e refogue a cebola e o alho.

3º Adicione a carne moída e refogue até que a carne solte toda água e fique bem sequinha. Acrescente o tomate e deixe refogar, com a panela semi-tampada, por uns 3 minutinhos.

4º Agora, adicione a passata ou o tomate pelado. Se você fizer o molho só com tomates, deixe apurar em fogo médio até que os tomates derretam e formem um molho grosso. Isso pode levar uns 30 minutos ou mais.

5º Depois de colocar a passata ou o tomate pelado, deixe o molho apurar em fogo médio com a panela semi-tampada. Não esqueça de mexer de vez em quando para que a carne não grude no fundo da panela.

6º Enquanto o molho engrossa, adicione sal à água que está fervendo e cozinhe o macarrão, de acordo com as instruções da embalagem, até fica al dente.

7º Para finalizar, acerte o sal do molho e tempere com a pimenta-do-reino. Desligue o fogo do molho e acrescente o tomilho freco.

8º Escorra o macarrão e sirva-o com bastante molho e uma chuva de queijo parmesão.

 

foto: Ângelo Mello

Rendimento

2 porções com bastante molho

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