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Posts com Tag ‘castanha de caju’

foto: Ângelo Mello

Um monte de gente vêm me dizer que tem medo de fazer risoto. Peraí, medo de que? Esses meus amiguinhos dizem que têm medo de errar, medo de deixar o risoto seco, hum? Meus queridos, já dizia o filósofo Jamie Oliver: Os erros ao fogão são tão comuns quanto frustrantes. O segredo está na repetição. É preciso executar a mesma receita dezenas de vezes, até ela funcionar, para depois começar a modificá-la aqui e ali”. Vocês entenderam o que ele disse? O erro é normal. Então, vamos lá! Todo mundo pegando a panelinha pra fazer um risotinho com gostinho de comida da vovó!

Esse risoto me faz lembrar a infância. Ele é meio que uma adaptação de um de meus pratos preferidos, feito pela minha avó Florentina. Eu adorava comer seu arroz com feijão e abóbora. Era perfeito! Não precisava de carne, salada, nadinha. Só não podia ser preparado por outra pessoa, tinha que ser o arroz, o feijão e a abóbora da minha avó. Tudo isso misturado se tornava meu banquete de Babette!

Daí, como forma de homenagear minha avó, fiz uma releitura desse prato! Assim surgiu o risoto caipira. A cor amarelada, vem da abóbora cabotiá, que assei e depois fiz um purezinho que foi incorporado ao meu risoto.

E olha que bacana, no dia do risoto choveu por aqui! Agora imaginem só: risotinho quentinho com chuvinha e uma lembrança da minha época de criança, tem coisa mais rica?

 

Ingredientes

2 xícaras de chá de linguiça fina de sua preferência, cortada em rodelas (eu usei uma linguiça defumada, acredito que aquela picante também combinar bem! )

1 pedaço grande de abóbora cabotiá

½ xícara de chá de ervilha fresca

1 xícara de chá de castanha de caju salgada

4 colheres de sopa de manteiga

1 cebola pequena picadinha

2 dentes de alho picados

1 e ½ xícara de chá de arroz arbóreo

1/2 xícara de chá de vinho branco seco (usei chardonnay)

1,5 litro de caldo de legumes (eu usei cubos, dissolvi apenas 2)

sal e pimenta-do-reino a gosto

parmesão ralado a gosto

 

Modo de Preparo

1º Numa frigideira, frite as linguiças em sua própria gordura e reserve.

2º Envolva o pedaço de abóbora cabotiá em papel alumínio. Leve para assar em forno preaquecido a 200°C por aproximadamente 25 minutos ou até que fique bem molinha. Retire do forno, descarte a casca, amasse a polpa da abóbora e reserve.  

3º Leve uma panela com um litro e meio de água para o fogo e, quando estiver fervendo, junte os cubos de caldo de legumes. Depois que derreterem, abaixe o fogo.

4º Enquanto o caldo fica aquecendo, coloque duas colheres de sopa de manteiga numa panela e leve ao fogo baixo. Quando a manteiga derreter, junte a cebola e o alho e refogue, mexendo bem, até que fiquem transparentes.

5º Aumente o fogo e acrescente o arroz. Refogue por 2 minutos, mexendo sempre.

6º Adicione o vinho e misture bem até evaporar.

7º Quando o vinho secar adicione uma concha de caldo de legumes ao risoto, mexendo sem parar. Quando secar, adicione mais uma concha de caldo e repita essa operação por aproximadamente 15 minutos, sempre em fogo médio.

8º Verifique o ponto: o risoto deve ficar cremoso, mas o arroz deve estar al dente, ou seja, um pouco durinho. Se ainda estiver cru, continue cozinhando por mais 1 minuto. Caso seja necessário, junte um pouco mais de caldo e mexa bem.

9º Na última adição de caldo, junte a polpa da abóbora cabotiá. Mexa até que o purê seja completamente incorporado ao risoto. Não deixe o caldo secar completamente ou o resultado será um risoto ressecado.

10º Quando o risoto estiver no ponto, acerte o sal e a pimenta-do-reino, adicione a lingüiça e a ervilha. Misture bem e desligue o fogo.

11º Acrescente o restante da manteiga, um punhado de queijo parmesão e a castanha de caju. Misture tudo delicadamente até que a manteiga e o queijo estejam derretidos. Sirva o risoto imediatamente.

12º Deixe uma porção de parmesão ralado na mesa para que cada pessoa salpique mais queijo em sua porção de risoto.

 

foto: Ângelo Mello

Rendimento

2 porções

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foto: Ângelo Mello

O quibe é uma iguaria árabe que se faz com carne bovina moída e trigo, condimentados com tempero sírio, hortelã e cebola. Lá em casa, quer dizer, na casa dos meus pais sempre tinha quibe. Me arrisco a dizer que quibe também é uma comfort food pra mim. Ela me faz lembrar de domingos em que, antes do almoço, meu pai servia pra gente quibe cru com pétalas de cebola, limão e azeite. Hiii eu sei que teve gente torcendo o nariz quando eu disse do quibe cru, mas eu simplesmente venero e respeito demais um quibinho cru!

Então, mas eu sei que precisamos ter muito cuidado com carne crua e, por causa disso, tem algumas coisinhas que eu faço intuitivamente para melhorar o sabor do quibe e diminuir o gosto de carne crua, olha só:

1º O patinho pra mim é a carne ideal para fazer quibe. Esse corte é suculento e menos gorduroso. Então, peço pro açougueiro limpar bem a peça e moer duas vezes, pra que a carne fique parecendo uma pasta grossa. Assim a massa do quibe fica com mais liga. Tem mais coisa! enquanto estou cortando os temperos para o quibe, espalho a carne moída numa peneira, dou uma apertadinha e deixo ali por uns 10 minutinhos, devidamente coberta, para que o sangue dê uma escorridinha.

2º Prefira o trigo para quibe mais fino. Pegue as marcas que encontrar na prateleira do supermercado, junte as embalagens e as compare. O trigo mais fino deve ser o eleito.

3º Deixo o quibe na geladeira por, pelo menos, uma hora na geladeira antes de ser servido.

4º A massa de quibe cru, é a mesma massa usada para quibe assado e quibe frito. Se não usar a massa no mesmo dia, asse ou frite, porque o quibe não se conserva bem para comê-lo cru de um dia pro outro. Quibe cru só pode ser comido fresquinho!

5º O tempero sírio ou tempero árabe é indispensável para um quibe com sabor de quibe. Esse condimento pode ser comprado pronto, inclusive aqui em Palmas, na Prátika (serviço no final do post). Caso você não encontre o tempero sírio, dá pra fazer em casa. Para isso, misture, partes iguais de canela, cominho e pimenta-da-jamaica, conhecida também como pimenta síria.

Pronto, apresentadas as minhas dicas, vamos à receita do quibe.

 

Ingredientes

300g de trigo para quibe

600g de patinho moído

1 maço de hortelã fresca picada

2 cebolas picadas

2 colheres de azeite

Tempero sírio

Sal

 

Modo de Preparo

1º Lave bem o trigo e deixe-o de molho em água morna por cerca de 20 minutos.

2º Depois, escorra o trigo e aperte com as mãos, espremendo bem, para retirar toda a água.

3º Junte a carne, a cebola, a hortelã, o azeite e tempere a gosto com sal e tempero sírio.

4º Agora amasse muito bem todos os ingredientes até que tudo se torne uma massa homogênea. (O ideal seria moer tudo junto, mas se não tiver moedor vai com a mão mesmo, mas tem que amassar bastante.)

5º Coloque num recipiente tampado e, antes de servir, leve à geladeira por pelo menos uma hora.

 

Variações

Quibe Cru

foto: Ângelo Mello

Como já disse eu adoro quibe cru. Lá em casa, costumamos colocar uma porção de quibe num prato, regamos com um fio de azeite e juntamos gotas de limão. Depois amassamos muito bem com um garfo e comemos com pão sírio ou pétalas de cebola.

 

Quibe Assado com Castanha de Caju

foto: Ângelo Mello

Esse quibinho é hiper fácil! Pegue um refratário, unte com um pouco de azeite e espalhe uma porção de quibe. Recheie com muçarela ou requeijão culinário, espalhe algumas castanhas de caju sobre o queijo e cubra o recheio com outra porção de quibe. Leve para assar em forno preaquecido a 200°C, de 15 a 20 minutos, dependendo do tamanho do refratário. O ideal é não deixar o quibe por muito tempo no forno pra evitar que fique seco. Faça assim, quando perceber que o quibe tem uma crosta douradinha pode servir. 

foto: Ângelo Mello

Esse meu quibe assado eu num ramequim e, depois de prontos, desenformei e servi regado com um fio de azeite.

 

Serviço: Prátika Distribuidora. Quadra 104 Sul, Avenida LO 3, Centro Comercial Wilson Vaz, Palmas/TO. Telefone: (63) 3212-1077. Aberta de segunda a sexta, das 8h às 19h e, aos sábados e domingos, das 8h às 13h.

 

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O risoto é um prato que me empolga tanto pra fazer quanto pra comer. É sério! Primeiro porque o nome é muito bonito – RI SO TO. Segundo porque só a fórmula básica de cebola e alho refogados + arroz arbóreo + vinho branco seco + caldo quente + manteiga + queijo parmesão ralado, por si só já é uma delícia. E terceiro porque além de ser um prato super versátil e simples de fazer o risoto é sofisticado já que consegue conjugar sabores e aromas de uma forma muito peculiar e deliciosa.

Para fazer um risoto bom, digno e honesto tem um detalhe importante que faz toda diferença. O prato com sabor tipicamente italiano e com cara de comida de restaurante chique só é possível se for utilizado arroz arbóreo ou arroz carnaroli ou arroz vialone nano. O tchan da coisa é que essas variedades italianas de arroz têm grãos maiores e soltam mais amido quando estão sendo cozidas, isso é que vai contribuir para que você alcance a cremosidade, que é a característica principal do risoto. Sem cremosidade não é risoto! Confesso que nunca usei o carnaroli e nem o vialone nano, mas com o arroz arbóreo não tem erro. Existem várias marcas no mercado* e os preços são acessíveis. Uma xícara e meia de arroz arbóreo servem duas pessoas que comem razoavelmente bem. Como base para o cálculo dessa porção levo em consideração o apetite lá de casa. Eu e meu maridinho Ângelo somos bons de garfo e, com essa medida, dá até pra gente repetir!

 

Modo de preparo

Fazer risoto é super simples. Pelo menos eu acho. É tão simples que a receita base pra qualquer risoto vem impressa na embalagem de arroz arbóreo. É só seguir direitinho que dá tudo certo! Olha só como se faz:

1. Em uma panela doure a cebola e o alho com a manteiga. Adicione o arroz e refogue-o bem.

2. Acrescente o vinho branco seco e deixe que seja absorvido. Coloque uma concha de caldo quente e cozinhe em fogo médio, mexendo sempre.

3. Quando o líquido for absorvido, volte a adicionar o caldo até sua absorção. Repetir esse passo quantas vezes necessárias. O cozimento do arroz dura por volta de 15 minutos, então o arroz estará pronto, cremoso e “al dente”.

4. Adicione um punhado de queijo parmesão e os ingredientes de sua escolha. Coloque uma colher de manteiga, mexa até derreter e sirva imediatamente.

O caldo quente citado no modo de preparo confere sabor ao risoto e cozinha o arroz. Para uma xícara e meia de arroz arbóreo você vai precisar de aproximadamente um litro e meio de caldo. Se o risoto for de carne, use caldo de carne, se levar frango, caldo de galinha, se for de peixe ou frutos do mar, escolha o caldo de peixe ou camarão. Se quiser algo mais suave, use o caldo de vegetais que pra mim é um caldo curinga e substitui todos os outros.

 

Versões variadas

Na minha cozinha o risoto é uma excelente pedida.  Sempre tenho arroz arbóreo no armário e vinho branco seco na adega. Dependendo do que tem em casa sai um sabor diferente. Já fiz risoto de lingüiça calabresa com abóbora, de fumeiro com alecrim, de camarão com limão siciliano, de queijo com alho poró, caipira com abóbora cabotiá, lingüiça de porco e açafrão, e uma infinidade de outras combinações que só dependem do nosso apetite e de um pouquinho de criatividade na cozinha.

Uma das minhas últimas invenções foi o Risoto de Frango com Curry e Castanha de Caju. Nossa mãe-de-Deus-Todo-Poderoso-que-fez-o-céu-e-a-terra! O negócio ficou tão bom, mas tão bom, que deu vontade de lamber o prato. A idéia é bem fácil. Depois de evaporado o vinho misturei ao cozimento do arroz arbóreo franguinho desfiado ao meu gosto, ou seja, muito. Quer ver, para uma xícara e meia de arroz botei uma xícara generosa de frango desfiado. Depois de suar, mexendo os quinze minutinhos para dar o ponto de cozimento do arroz adicionei ao risoto meia colher de café de curry e mais um punhado de castanha de caju cortada grosseiramente. Pra finalizar cumpri o ritual normal, desliguei o fogo e acrescentei um punhado de queijo parmesão ralado na hora e uma colher gigante de manteiga pra fazer o que os chefs chamam de mantecatura que é o processo de derretimento da manteiga para conferir uma textura aveludada ao risoto.

Risoto de Frango com Curry

Outra sugestão “super recomendo” é o Risoto de Gorgonzola e Pera. Digamos que essa receita é surpreendente! Quando disse que ia fazer esse risoto o Ângelo torceu o nariz pela combinação. Hoje ele sempre lembra desse prato e conta pra todo mundo. O sabor picante e intenso do queijo azul é suavizado com o gosto delicado da pera. Uma delícia! Abaixo a foto do risoto que preparei. A sugestão da receita veio do no site Panelinha, da chef Rita Lobo.

Dica de quem faz e come

Tem um ditado italiano que diz: “O risoto não espera nem o rei”, por isso, sirva logo depois que a manteiga derreter. Só assim vamos garantir que todos comam um prato cremoso como só o risoto sabe ser. Sugiro uma chuva, ou melhor, uma tempestade de queijo parmesão ralado e um fio de azeite de oliva sobre cada porção. Bom apetite!

* Houve uma época que em Palmas não encontrávamos nem o arroz arbóreo, mas agora já temos no Extra, na Adega e no Mercatto, graças a Deus!

Serviços:

Adega. Quadra 104 Sul, Rua SE 9, Lote 43. Telefone (63) 3213-3326. Aberto de segunda a sexta-feira, das 16h às 00h e, aos sábados, das 11h às 00h.  

Extra. Quadra 402 Sul, Avenida LO 11, próximo ao Bosque dos Pioneiros. Telefone: (63) 3217-7238. Aberto de todos os dias das 7h às 00h.

Mercatto Empório Gastronômico. Quadra 204 Sul, Alameda 9, Lote 10, Salas 11 e 12. Telefone: (63) 3224-3520. Aberto todos os dias das 10h às 1h.

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