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Que me perdoem os vegetarianos, mas um medalhão bem alto de filé-mignon é bom demais, né não? Fala sério! Como eu amo esse corte prefiro fazê-lo eu mesma, em casa. É que se deixar o açougueiro fazer isso por mim, ele pode deixar os medalhões finos demais e aí não rola. A espessura do medalhão faz toda diferença pra que ele fique úmido e suculento.

Pra fazer bifões altos e luminosos eu compro a peça inteira de filé. Limpo bem e retiro as beiradas que ficam irregulares. Esses pedacinhos eu corto em iscas pra fazer picadinho. Já com o miolo do filé faço os medalhões. Deixo cada pedaço com pelo menos três dedos de altura.  Para que ele fique com formato bonitinho, passo um barbante em volta da carne, de modo que fique um rolinho perfeitinho (devia ter fotografado isso, né?).   Só retiro o barbante depois de selar a carne. E não é que fica lindinho! Acha não?

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Ingredientes

4 medalhões de filé-mignon

½ cebola roxa picadinha

1 colher generosa de manteiga

2 latas de cerveja preta

1 sachê de caldo de carne em pó (prefiro o caldo em pó, ele parece ter menos gordura!)

1 colher de chá de grãos de pimenta-do-reino preta

1 xícara de cogumelo shiitake picado em tiras

Salsinha picadinha

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Modo de Preparo

1º Numa frigideira grande, sele os filés até que fiquem bem douradinhos e macios por todos os lados. Pra preservar os sucos da carne, vamos no esquema  sela de um lado vira e tempera com sal e pimenta, sela de outro, vira e tempera também! Enrole os medalhões em papel alumínio e deixe-os descansando.

2º Na mesma frigideira junte a manteiga, deixe derreter e doure os cogumelos. Reserve.

3º Aproveite o que sobrou de manteiga e, na mesma frigideira, doure a cebola roxa. Adicione a cerveja preta. Misture o caldo de carne e deixe reduzir. Reduzir é deixar o líquido encorpar, adquirir, consistência de molho. Isso vai levar uns 10 minutos ou mais. Nesse tempo, use uma colher para desgrudar do fundo da panela a crosta formada quando a carne foi selada. Isso dá um sabor! Quando o molho tiver reduzido pela metade, adicione os grãos de pimenta.

4º Finalize acrescentando o cogumelo e a salsinha. Regue os medalhões com o molho ainda quente.

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foto: Ângelo Mello

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A enchilada é uma comida típica do México. É como se fosse uma panquequinha de milho, a tal da tortilha, recheada com carne bovina ou frango e temperado com toda sorte de condimentos que aquele país pode oferecer. Minha enchilhada é meio torta, tá eu sei. Mas na cozinha a gente faz isso mesmo, vê uma receita, se inspira e recria… né não?

A enchilhada que preparei não tem massa de milho, usei pão sírio integral. O recheio não tem carne, nem frango e nem feijão, tem atum com tomate e cebola roxa temperados. Não tem molho apimentado, tem cheddar light. Mas o importante é que ficou bonita, gostosa e, o melhor, leve. Ai como eu tô modesta hoje!

 

Ingredientes

2 tomates maduros picados

1 cebola roxa picada em rodelas finas

Suco de ½ limão

4 pães sírios integrais

2 latas de atum light sólido

8 fatias de queijo cheddar light (eu usei este aqui)

Sal e pimenta-do-reino a gosto

Azeite a gosto

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foto: Ângelo Mello

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Modo de Preparo

1º Misture o tomate com a cebola e tempere com o suco de limão, o sal e a pimenta-do-reino moída na hora.

2º Escorra o atum, esmague-o com as mãos e reserve.

3º Pegue um pão sírio e regue com azeite a gosto. Coloque um pouco da mistura de tomate sobre o pão, seguida do atum e do queijo. Enrole e disponha a enchilhada em uma travessa refratária. Repita a operação com os demais pães.

4º Cubra as enchilhadas com o queijo, assim como mostra a foto.

5º Leve as enchilhadas ao forno preaquecido a 200°C por 15 minutos ou até dourar. Sirva imediatamente.

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foto: Ângelo Mello

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O ceviche é um patrimônio cultural do Peru e um dos pratos mais elaborados ultimamente. Todo mundo fala sobre o ceviche e todo restaurante antenado tem ceviche como opção no cardápio. Na minha cozinha o prato figura como estrela de qualquer evento familiar ou entre amigos. Sirvo como entrada. A maioria das pessoas torce o nariz quando conto que o prato é feito de peixe cru cozido em suco de limão, nada de fogo! A boa notícia é que todos ficam seduzidos pelo aroma do ceviche e, quando provam, aprovam. Sério mesmo, 100% dos meus convidados adoraram, né Marcus?

No Peru, o ceviche é servido com milho cozido e uma batata-doce rosada, típica daquele país. Eu, sirvo da mesma forma que comi pela primeira vez, em Salvador: com tomate e acompanhado de torradas. Uma releitura, claro!

Pra finalizar a conversa quero dizer que em um bom ceviche não podem faltar, além do peixe, cebola roxa, coentro e pimenta. A pimenta, além de decorar o prato, esquenta o ceviche. Eu gosto de usar pimenta dedo-de-moça. Primeiro porque é fácil de encontrar e depois porque contribui para dar mais frescor ao meu ceviche.

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foto: Ângelo Mello

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Ingredientes

250g de tilápia cortada em cubos médios (também pode ser feito com robalo, salmão, linguado, vermelho etc)

1 tomate maduro sem sementes picado em cubinhos (os peruanos não usam, mas eu gosto!)

1 cebola roxa picada finamente

Coentro fresco picado (use com parcimônia, ele pode roubar o sabor dos outros ingredientes)

Pimenta dedo-de-moça a gosto (eu uso uma pimenta sem sementes pra que o ardor fique mais leve)

1 limão siciliano

2 limões tahiti

Sal a gosto

Azeite (os peruanos não usam, mas eu também gosto!)

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Modo de Preparo

1º Numa travessa de vidro coloque o peixe e tempere com sal. Segundo a chef Flávia Quaresma, o sal traz o sabor da água doce/mar de volta pro peixe.

2º Em seguida, adicione metade do suco de limão e mexa bem para “ativar” o cozimento. Coloque o restante do limão e mexa um pouco mais. (nessa etapa você vai perceber que o suco de limão em contato com o peixe forma um caldo branco que os peruanos chamam de “leche de tigre”)

3º Para finalizar, adicione a cebola, o tomate e a pimenta. Misture bem e finalize acrescentando o coentro picado e um fio de azeite. (como disse, você pode servir só ceviche, mas eu gosto de colocar umas torradinhas no meio pra ficar mais interessante!)

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foto: Ângelo Mello

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foto: Ângelo Mello

Como já havia comentado aqui, Ângelo, meu maridinho, esteve em Salvador dia desses. Na bagagem ele trouxe, além das roupas sujas, presentinhos que meu sogro Luis e a querida Lucinha, sua companheira, enviaram especialmente pra matar a saudade que essa paulista sente da Bahia.
Enviaram carne de sol e carne de fumeiro. É, carne de fumeiro! Conhece não? Não sabe o que está perdendo! A propósito, quem for a Bahia e não comer carne de fumeiro pode considerar que não foi a Bahia. (Vivi, briga comigo não!)
Trata-se de uma instituição nordestina que goza de grande prestígio na Bahia. A carne de fumeiro que eu conheço é feita de carne suína e, por ser defumada de forma bem rústica, basta uma fritadinha ou um susto no forno ou na churrasqueira para ficar uma “délícia”, como diria Ângelo com seu sotaque nordestino que eu adoro. O sabor da carne de fumeiro é marcante, levemente salgado e a textura é firme e apetitosa. Só podia ser coisa do nordeste: uma a carne “retada” e “agreste”, como diria meu marido.

carne de fumeiro em destaque: cor rosada e sabor marcante

De posse dessa preciosidade decidi não inventar, porque não precisa inventar. Fiz um Arrumadinho igual ao que eu como em Salvador. O Arrumadinho de lá tem que ter carne de sol, carne de fumeiro, feijão verde, vinagrete e farofinha. Também fiz mandioca cozida pra acompanhar nossa refeição sertaneja. Só faltou a manteiga de garrafa que não encontrei em Palmas.
Não preciso nem explicar porque esse prato se chama Arrumadinho, né? A foto explica bem!

foto: Ângelo Mello

Galera não tem muita receita não, a gente vai meio que no rumo das coisas que costumamos fazer no cotidiano da cozinha. De qualquer forma vou dizer como fiz o meu:

Feijão Verde: compro na feira, quentinho recém saído da vagem. Cozinho em panela com água fervente e sal. Isso leva uns 7 minutinhos porque ele é super molinho. Escorro. Refogo cebola e alho na manteiga, junto o feijão cozido, acerto o sal e tempero com pimenta-do-reino moída na hora. Finalizo com coentro picadinho.
Vinagrete: pico alguns tomates vermelhíssimos, junto cebola roxa cortada finamente em meia-lua. Coloca muito coentro picadinho, sal, pimenta-do-reino, azeite e limão.
Farofa: muita manteiga na frigideira quente. Junto muita cebola cortada em rodelas finas. Refogo até a cebola ficar transparente. Adiciono a farinha de mandioca fina e acerto o sal. Mexo por uns 2 minutinhos. O lance é deixar a farofinha úmida. Se colocar farinha demais, umedeça com mais manteiga!
Carne de Fumeiro: corto em tirinhas e frito por uns 5 minutinhos em uma frigideira com um fiozinho de azeite. Tem que ficar mexendo pra que todos os lados fiquem grelhadinhos. Não precisa temperar!
Carne de Sol: corto em tirinhas, levo para uma frigideira e frito até que a carne solte toda água. Também não precisa temperar! Segundo meu sogro, é melhor não ficar mexendo a carne de sol porque endurece. Só deve mexer quando toda a água da carne tiver secado. Se ele disse eu acredito e sigo, afinal, são anos fazendo carne de sol!

Para servir basta “arrumar” os itens num refratário e… tá pronto o Arrumadinho!

Quem não tem carne de fumeiro, por favor, faça só com carne de sol que fica “bão” também!

 

Amor,

Paula Lima e Mello

foto: Ângelo Mello

P.S.: Papai, mamãe, irmão, cunhada, sobrinha e marido aprovaram meu Arrumadinho.  Minha sogra estava no rio em busca de mais um peixe perfeito!

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foto: Ângelo Mello

Cumprindo a promessa de ontem, apresento a vocês o meu arroz integral que tem um pé no oriente. A receita foi inspirada na sugestão que o Claude Troisgros apresentou dia desses no Que Marravilha!. Chamei de arroz integral à moda tailandesa porque utilizei o clássico arroz de jasmim, um tipo de grão de arroz muito usado na Tailândia. E, além disso, para temperar esse arroz integral usei ingredientes típicos da culinária tailandesa, tais como: gengibre, limão e molho shoyu. Diria que está é uma combinação inusitada, porém extremamente saborosa.

 

Ingredientes

150g de arroz integral

1 cebola roxa fatiada finamente

1 colher de sopa de alho picado

1 colher de sopa de gengibre picado

2 colheres de sopa de azeite

40ml de molho shoyu

Pimenta dedo-de-moça picada

Suco de meio limão

Sal

Manjericão picado

 

Modo de Preparo

1º Cozinhe o arroz integral na água com sal. (isso leva mais ou menos uns 40 minutos.)

2º Puxe as cebolas, o alho, a pimenta dedo-de-moça e o gengibre no azeite.

3º Acrescente o arroz e deixe tostar.

4º Coloque o molho shoyo, o suco de limão e acerte o sal, caso precise.

5º Junte o manjericão e sirva.

foto: Ângelo Mello

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