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foto: Ângelo Mello

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A enchilada é uma comida típica do México. É como se fosse uma panquequinha de milho, a tal da tortilha, recheada com carne bovina ou frango e temperado com toda sorte de condimentos que aquele país pode oferecer. Minha enchilhada é meio torta, tá eu sei. Mas na cozinha a gente faz isso mesmo, vê uma receita, se inspira e recria… né não?

A enchilhada que preparei não tem massa de milho, usei pão sírio integral. O recheio não tem carne, nem frango e nem feijão, tem atum com tomate e cebola roxa temperados. Não tem molho apimentado, tem cheddar light. Mas o importante é que ficou bonita, gostosa e, o melhor, leve. Ai como eu tô modesta hoje!

 

Ingredientes

2 tomates maduros picados

1 cebola roxa picada em rodelas finas

Suco de ½ limão

4 pães sírios integrais

2 latas de atum light sólido

8 fatias de queijo cheddar light (eu usei este aqui)

Sal e pimenta-do-reino a gosto

Azeite a gosto

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foto: Ângelo Mello

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Modo de Preparo

1º Misture o tomate com a cebola e tempere com o suco de limão, o sal e a pimenta-do-reino moída na hora.

2º Escorra o atum, esmague-o com as mãos e reserve.

3º Pegue um pão sírio e regue com azeite a gosto. Coloque um pouco da mistura de tomate sobre o pão, seguida do atum e do queijo. Enrole e disponha a enchilhada em uma travessa refratária. Repita a operação com os demais pães.

4º Cubra as enchilhadas com o queijo, assim como mostra a foto.

5º Leve as enchilhadas ao forno preaquecido a 200°C por 15 minutos ou até dourar. Sirva imediatamente.

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foto: Ângelo Mello

Aqui em Palmas tem uma churrascaria, aliás a única digna, que tem um arroz carreteiro que eu a-do-ro! Ele é molhadinho, parece um risotinho. Sempre que passo perto dessa churrascaria fico pensando “naquilo”. Lembro do garçom chegando perto de mim, com uma panelinha de ferro super simpática, pra me oferecer o bendito arroz carreteiro. Ai eu esqueço as picanhas, os filés ao alho e os javalis e me deleito com o arroz carreteiro.

Então pensei, não estou podendo ir pra churrascaria. É que lá só tem rodízio e a gente come sem limites. Pensei um tiquinho mais: “estou salivando de vontade de comer aquele arroz!”. Forcei mais um pouquinho o pensamento e cheguei à conclusão de que eu poderia fazer arroz carreteiro em casa, uai!

Pesquisei na internet e não achei a receita do arroz carreteiro da churrascaria. O carreteiro de lá é vermelhinho, leva tomate e molho de tomate, eu acho. Mas fiz um apanhado de várias receitas que resultou nessa que apresento hoje no Tempero Novo. Ângelo disse que meu carreteiro não deixou nada a desejar para o que é servido na churrascaria. Eu adorei e achei que só ficou faltando a panelinha de ferro pra ser igual! 

foto: Ângelo Mello

Ingredientes

1 e ½ xícara de arroz parboilizado

2 xícaras de chá de charque picadinho (eu usei jerked beff dianteira que nada mais é do que carne seca, que por sua vez é bem parecida com o charque)

1 xícara de chá de linguiça toscana cortada em pequenas rodelas

1 cebola picadinha

2 tomates sem pele e sem sementes picados (quer aprender a fazer isso sem dificuldades? Veja aqui!)

3 colheres de purê de tomate (usei passata)

1 xícara de vinho branco seco

1 litro de caldo de carne (se usar caldo em cubinhos dissolva dois tabletes)

Azeite

Coentro picado

 

Modo de Preparo

1º Comece colocando o charque/carneseca/jerked beef picado de molho em água para tirar o excesso de sal. Deixe por 40 minutos trocando a água na metade do tempo.

2º Depois de dessalgar a carne, vamos iniciar o preparo do carreteiro. Esquente uma panela com um fio de azeite. Junte a linguiça e deixe dourar.

3º Acrescente na panela o charque, misture bem e espere fritar.

4º Agora acrescente um pouco mais de azeite e adicione a cebola e os tomates. Deixe refogar por cinco minutos e junte o purê de tomate. Com a panela tampada, espere o molho ficar bem consistente. Isso vai levar uns 8 minutos.

5º Na sequência, entre com o arroz e refogue bem.

6º Adicione o vinho, misture um pouco, mas não precisa deixar secar como fazemos no preparo do risoto.

7º Coloque caldo de carne até que o líquido fique um dedo acima do arroz. Deixe o restante do caldo aquecendo em fogo baixo, se precisar de mais caldo para concluir o cozimento do arroz é só adicionar mais líquido.

8º Quinze minutos depois o arroz deve estar bem macio e levemente úmido. Desligue o fogo, acrescente o coentro e mexa para misturar bem todos os ingredientes.

Nota: olha só, esse prato não precisou de sal por causa do sal da carne e do tempero do caldo de carne. De qualquer forma quando estiver cozinhando é bom provar o caldo pra ver se o tempero está a contento.

 

foto: Ângelo Mello

Rendimento

2 porções

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foto: Ângelo Mello

Como já havia comentado aqui, Ângelo, meu maridinho, esteve em Salvador dia desses. Na bagagem ele trouxe, além das roupas sujas, presentinhos que meu sogro Luis e a querida Lucinha, sua companheira, enviaram especialmente pra matar a saudade que essa paulista sente da Bahia.
Enviaram carne de sol e carne de fumeiro. É, carne de fumeiro! Conhece não? Não sabe o que está perdendo! A propósito, quem for a Bahia e não comer carne de fumeiro pode considerar que não foi a Bahia. (Vivi, briga comigo não!)
Trata-se de uma instituição nordestina que goza de grande prestígio na Bahia. A carne de fumeiro que eu conheço é feita de carne suína e, por ser defumada de forma bem rústica, basta uma fritadinha ou um susto no forno ou na churrasqueira para ficar uma “délícia”, como diria Ângelo com seu sotaque nordestino que eu adoro. O sabor da carne de fumeiro é marcante, levemente salgado e a textura é firme e apetitosa. Só podia ser coisa do nordeste: uma a carne “retada” e “agreste”, como diria meu marido.

carne de fumeiro em destaque: cor rosada e sabor marcante

De posse dessa preciosidade decidi não inventar, porque não precisa inventar. Fiz um Arrumadinho igual ao que eu como em Salvador. O Arrumadinho de lá tem que ter carne de sol, carne de fumeiro, feijão verde, vinagrete e farofinha. Também fiz mandioca cozida pra acompanhar nossa refeição sertaneja. Só faltou a manteiga de garrafa que não encontrei em Palmas.
Não preciso nem explicar porque esse prato se chama Arrumadinho, né? A foto explica bem!

foto: Ângelo Mello

Galera não tem muita receita não, a gente vai meio que no rumo das coisas que costumamos fazer no cotidiano da cozinha. De qualquer forma vou dizer como fiz o meu:

Feijão Verde: compro na feira, quentinho recém saído da vagem. Cozinho em panela com água fervente e sal. Isso leva uns 7 minutinhos porque ele é super molinho. Escorro. Refogo cebola e alho na manteiga, junto o feijão cozido, acerto o sal e tempero com pimenta-do-reino moída na hora. Finalizo com coentro picadinho.
Vinagrete: pico alguns tomates vermelhíssimos, junto cebola roxa cortada finamente em meia-lua. Coloca muito coentro picadinho, sal, pimenta-do-reino, azeite e limão.
Farofa: muita manteiga na frigideira quente. Junto muita cebola cortada em rodelas finas. Refogo até a cebola ficar transparente. Adiciono a farinha de mandioca fina e acerto o sal. Mexo por uns 2 minutinhos. O lance é deixar a farofinha úmida. Se colocar farinha demais, umedeça com mais manteiga!
Carne de Fumeiro: corto em tirinhas e frito por uns 5 minutinhos em uma frigideira com um fiozinho de azeite. Tem que ficar mexendo pra que todos os lados fiquem grelhadinhos. Não precisa temperar!
Carne de Sol: corto em tirinhas, levo para uma frigideira e frito até que a carne solte toda água. Também não precisa temperar! Segundo meu sogro, é melhor não ficar mexendo a carne de sol porque endurece. Só deve mexer quando toda a água da carne tiver secado. Se ele disse eu acredito e sigo, afinal, são anos fazendo carne de sol!

Para servir basta “arrumar” os itens num refratário e… tá pronto o Arrumadinho!

Quem não tem carne de fumeiro, por favor, faça só com carne de sol que fica “bão” também!

 

Amor,

Paula Lima e Mello

foto: Ângelo Mello

P.S.: Papai, mamãe, irmão, cunhada, sobrinha e marido aprovaram meu Arrumadinho.  Minha sogra estava no rio em busca de mais um peixe perfeito!

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foto: Paula Lima e Mello

Essa receita foi um pedido de uma colega de trabalho, a Kyldes Vicente. Através de um comentário no Facebook ela disse
“Paula, será que você podia ensinar a fazer ratatouille?”. Pois bem, eu disse que sim e que tinha algumas receitas em casa. O problema é que eu queria saber qual era a mais próxima da receita original francesa que ficou famosa depois que a animação “Ratatouille” da Disney/Pixar estrelou na tela do cinema.

Fui me meter a pesquisar e percebi que existem opiniões adversas sobre a versão preparada pelo ratinho Remy, astro da animação.
Alguns chefs defendem que ele não serviu uma ratatouille e sim uma tian de legumes. Os dois pratos são franceses e têm características bem parecidas, porém parte da comunidade gastronômica defende que a ratatouille tem origem camponesa e preparada de maneira rústica. Os legumes são cortados grosseiramente e as ervas são rasgadas com a mão, sem preocupações estéticas, como aconteceu no filme. Além disso, vários chefs insistem que ratatouille é preparada na frigideira e a tian no forno. O pior é que encontrei também quem faça ratatouille e tian com legumes grelhados. Vai saber! Aliás, se alguém souber, por favor comente nesse post!

Na verdade, lendo vários textos e receitas, percebi que a ratatouille é um prato muito popular na França. Chega ao ponto de cada família ter uma versão própria da receita. Lembro que no filme da Disney/Pixar, a ratatouille feita no forno, por Remy, remeteu o crítico gastronômico Anton Ego à infância, quando morava no interior. Inclusive, durante sua recordação, a ratatouille que a mãe de Ego serve é feita na frigideira, com legumes picadinhos, confiram nesse vídeo aqui.  Também recordo que os colegas de cozinha de Remy comentam que sua receita é uma releitura do prato camponês. É por isso eu adoro cozinhar, podemos fazer da maneira que preferirmos!

Procurando mais também aprendi que ratatouille é um substantivo feminino, portanto é “a” ratatouille. Descobri que a ratatouille é uma receita típica da Provence e extremamente apreciada em toda França. Feita de maneira rústica ou simétrica, no forno ou na frigideira, todas as definições descrevem que trata-se de uma caçarola de vegetais que pode ser servida quente ou fria, gelada mesmo. E os chefs concordam que o prato vai bem como entrada ou como acompanhamento de carnes, peixes e aves.

Sendo assim, não me preocupei mais em ser fiel à origem do prato e fiz a ratatouille que mais me agradou. Como sou sistemática e maníaca por organização, optei pela versão “arrumadinha”, em que os legumes são cortados de forma simétrica e colocados num refratário em camadas dispostas de forma minimamente calculada, numa ordem que não pode ser alterada. Adorei isso! A receita que vou apresentar é da chef Cristine Macaronne e é bem parecida com a versão preparada pelo Remy. Vejam como ficou o prato do filme assistindo a esse vídeo aqui. Já a minha ficou assim:

foto: Paula Lima e Mello

O preparo foi simples, o tempo de forno foi um pouco demorado, mas o resultado é delicioso. Almocei a ratatouille quentinha acompanhada com bolinhos de carne. Diferente do que eu queria, não sobrou nada e, por isso, não deu pra prová-la fria! Droga, terei que fazer de novo em breve… sacrifício!

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Ingredientes

1 abobrinha italiana cortada em rodelas finas

1 berinjela cortada em rodelas finas

2 tomates cortados em rodelas finas

Sal

Pimenta

Azeite

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Para o molho

4 tomates sem pele e sem sementes

1 dente de alho picado

½ cebola picada

Alecrim

Manjericão

Tomilho

Sal

Pimenta

Azeite

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Modo de Preparo

1º Primeiro faça o molho. Em uma panela, aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho. Acrescente os tomates e deixe refogar por 5 minutos. Tempere com sal, pimenta e as ervas aromáticas picadas.

2º Leve tudo para liquidificador e bata até obter um suco grosso.

3º Retorne a mistura para a panela e deixe no fogo por mais uns 5 minutos para ganhar consistência de molho.

4º Agora preaqueça o forno a 200°C e comece a montagem da ratatouille. Num refratário, coloque uma camada do molho de tomate. Sobre esse molho monte, alternadamente, rodelas de tomate, berinjela e abobrinha. Tempere com sal e pimenta. Regue com azeite e cubra com papel manteiga cortado do tamanho do refratário, como na foto abaixo. Leve ao forno por aproximadamente 40 minutos ou até os legumes ficarem macios.

foto: Paula Lima e Mello

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foto: Ângelo Mello

Adoro opções fáceis, rápidas e deliciosas. Quem não gosta? Era sábado à noite e depois de um dia cansativo de cuidados domésticos eu e Ângelo estávamos exaustos. Dormimos e, 40 minutos depois, acordamos. Juntos, percebemos que nossos estômagos já davam sinais bem evidentes de que algo precisava bater por ali com urgência. A fome me veio como inspiração para algo simples, gostoso e que coroasse o final de um dia intenso de trabalho. Surgiu então o pastel de forno, um curinga na minha cozinha. Curinga porque serve como entrada, lanchinho ou prato principal.  

Na verdade não há receita, o que existe é uma super dica, que muita gente não conhece! Para fazer o pastel de forno você vai precisar de massa de pastel, que pode ser encontrada em qualquer supermercado e, ao invés de fritá-la, você vai assá-la. O recheio pode ser o que você quiser, vai depender da imaginação de cada um. No meu caso, usei um “preenchimento” light: juntei ricota + peito de peru defumado picadinho + tomate italiano sem sementes cortado em cubinhos + cebola picada + orégano + salsa picadinha + um pouco de azeite. Recheei os pastéis, passei um pouquinho de água na borda da massa, dobrei ao meio mantendo o filme plástico e fechei com o auxílio de um garfo. Depois é só retirei o plástico, acomodei os pasteizinhos numa assadeira untada com um fio de azeite, pincelei gema de ovo sobre a massa e polvilhei um pouquinho de orégano, então, levei para assar em forno pré-aquecido a 180°C até que os pastéis ficassem douradinhos como mostra a foto abaixo. Olha como estão bonitos, não é?! Posso garantir que o sabor ficou melhor ainda!

foto: Ângelo Mello

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foto: Ângelo Mello

O ovo é um ingrediente generoso, não acha? A gente usa em receitas doces e salgadas e, ainda, dá pra fazer omelete! Eu adoro ovo, acho que por influência do meu pai. Desde pequena ele me acostumou a apreciar um ovinho quente, cozido, frito, com a gema mole ou dura, pra comer com arroz ou no meio do pão. Pra mim tudo isso é um banquete.

Omelete também faz parte dos meus pratos preferidos. Rápida e fácil. A receita da minha omelete tradicional, feita na frigideira, eu já mostrei aqui. Agora vou apresentar uma versão assada. Também tem recheio, fica úmida e saborosa. O legal é que você abre a geladeira e a despensa, pega os ingredientes que tiver e bota tudo na tigela pra fazer omelete assada. O risco de não dar certo é praticamente zero. Se quiser, dá pra fazer no jantar de hoje!

 

Ingredientes

6 ovos

1 lata de atum ralado (pode usar frango, peito de peru picadinho etc)

1 xícara de chá mussarela picada

½ cebola picadinha

1 tomate italiano sem sementes picado em cubinhos

3 buquês de brócolis cozido e picado

½ xícara de chá de leite

1 colher de sopa de farinha de trigo

1 colher de chá de fermento químico em pó

Salsa picadinha a gosto

Sal e pimenta-do-reino branca a gosto

 

Modo de Preparo

1º Bata ligeiramente os ovos.

Junte os ingredientes restantes e misture de forma delicada.

3º Coloque em um refratário untado e leve ao forno pré-aquecido a 180°C, por aproximadamente 30 minutos. Sirva quentinha regada com um fio de azeite.

 

Rendimento

3 porções

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foto: Ângelo Mello

Tenho certeza de que você já disse “Fulano não sabe nem fazer ovo frito!”. Tô mentindo? O ditado descreve aquela pessoa que não possui habilidade na cozinha. O negócio é que eu não gosto muito desse dito popular porque, pra mim, ele deprecia o ovo e suas várias possibilidades de preparação. Sim, porque um ovinho, bem feitinho, é um banquete, alta gastronomia pura! Mexido, frito, cozido, pochê, ele é generoso e protagoniza diversas receitinhas que eu adoro.

Hoje, trago a receita de omelete que mais gosto, que leva leite. Nessa receita, a proporção é uma colher de sopa de leite para cada ovo utilizado. Esse pulo do gato confere maciez ao prato e deixa a omelete super úmida, uma delícia mesmo, confia em mim!

Lá em casa esse prato é astro! Gosto de dar uma incrementada para dar mais sustância, mas se for só o ovinho batido e temperado, também fica bom pra caramba. O que a gente tem que lembrar é que a omelete, pra ser omelete tem que ser feita na manteiga, ok?!

O meu modo de preparo foi construído depois que eu assisti a vídeos e li alguns textos da chef Rita Lobo, do Panelinha, da eterna Julia Child e também da saudosa Ofélia, da cozinha maravilhosa, inesquecível, né?! O que todas tem em comum? As três não batem vigorosamente os ovos, só misturam os ingredientes para não incorporar ar, o que resultaria em uma omelete dura e sem graça que nem sola de sapato.

Até recomendo que vocês assistam a este vídeo em que a Julia Child mostra como preparar a clássica receita francesa de omelete. Vocês vão ver que tem toda uma técnica pra que o prato fique perfeito.

A seguir, apresento a minha sugestão de modo de preparo que rende dois discos de omelete, um pra mim e outro pra ele!

 

Ingredientes:

Omelete

6 ovos

6 colheres de sopa de leite

½ cebola picadíssima

1 tomate sem sementes e picadinho

Sal e pimenta do reino a gosto

1 pitada de noz-moscada

Manteiga para fritar

 

Recheio ou Cobertura

Queijo da sua preferência

Orégano

Azeite

 

Modo de fazer

1º Numa tigela coloque os ovos, o leite, o sal, a pimenta do reino, a noz-moscada e misture com um garfo ou com um fuet. Não precisa misturar demais!

2º Acrescente a cebola e o tomate e dê uma leve misturada.

3º Em uma frigideira, aqueça um colher generosa de manteiga e coloque metade da mistura para as omeletes.

4º Conforme a borda for cozinhando, com a ajuda de uma espátula, empurre-a para o centro da frigideira. Repare que o líquido que está no centro vai para a borda da frigideira. Isso contribui para que a omelete cozinhe rapidamente, sem secar.

5º Vá incorporando a borda para o centro da frigideira até que o líquido não escorra mais. Depois de terminar esse procedimento você vai perceber que a omelete está cozida, porém molhadinha. Não precisa virar pra que o lado de cima cozinhe não. Esse é o tchan da coisa! Deixa ela lá, bonitinha, porque nada vai ficar cru, ok?!

6º Agora você pode colocar o recheio que quiser. No meu caso usei uma chuva de queijo mussarela, com um fio de azeite e uma salpicada de orégano! Se quiser dobrar pode. Eu prefiro abertinha porque parece que ela fica maior, e eu tenho o olho maior que o estômago!

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HOMENAGEM ESPECIAL PARA MINHA MÃE, A DONA BIA

foto: Ângelo Mello

Sábado, o estômago roncando e as panelas estão no fogão. Pego o celular e ligo pra minha mãe, a Dona Bia:

- Mãe como é mesmo que faz a massa da sua panqueca?

- Ah, bate no liquidificador ovo, um pouco de farinha de trigo, leite, uma pitada de sal e uma colherzinha de fermento em pó!

- Tá mãe, eu sei os ingredientes, mas quanto de cada coisa eu tenho que colocar?

- Ai filha, eu não sei, coloco tudo no “olhômetro”.

- Ai mãe, assim não dá… o treco vai dar errado! Quero a massa fininha, igual a sua!

- Dá sim, vai experimentando na frigideira. Se ficar muito rala você acrescenta mais farinha e se engrossar demais, você coloca um tiquinho mais de leite.

 

Essa história já é clássica! Todas as vezes que me proponho a fazer panquecas lá em casa, tenho que ligar pra minha mãe. As panquecas dela são ótimas e únicas, conquistam todos os que têm o privilégio de prová-las. Minha cunhada Alinny e meu irmão Lucas são apaixonados pelas panquecas da Dona Bia. E ela não faz nada de frescura. O recheio é sempre o de carne moída com molho de tomate. Mas o tempero, a massa, a textura, são diferentes de todas as panquecas que provo por aí. Pra mim, as panquecas da minha mãe representam o ápice da comfort food.

Comfort food é a comida que desperta emoções ligadas à infância, à histórias da vida. É exatamente como a panqueca da minha mãe, por mais que eu siga a receita ao pé da letra, não adianta, só a dela tem aquele sabor especial. Mesmo assim, sou abusada e fiz a panqueca à moda Dona Bia. Medi direitinho as quantidades pra passar pra vocês. As minhas panquecas ficaram gostosas, só faltou o gosto da mamãe!

 

Ingredientes:

Massa

2 copos tipo americano de leite

2 copos de farinha de trigo

2 ovos

sal

1 colher de chá de fermento em pó

2 colheres de sopa de manteiga ou óleo para fritar

Óleo para untar a frigideira

 

Recheio

500 gramas de patinho moído

200 gramas de bacon cortado em cubinhos

3 colheres de sopa de azeite

Sal e pimenta-do-reino a gosto

1 colher de café de sementes de erva-doce

1 cebola picadinha

3 dentes de alho amassados e picados

2 tomates concassé

½ xícara de molho de tomate

Salsa picada a gosto

300 gramas de mussarela ralada

 

Cobertura

3 colheres de sopa de azeite

1 cebola picada

1 dente de alho picadinho

6 tomates concassé

Sal e pimenta-do-reino a gosto

Salsa picada a gosto

 

Modo de Preparo

Massa

1º Bata todos os ingredientes no liquidificador.  

2º Frite em frigideira untada. Você pode usar uma concha para calcular a porção de massa que será frita. Assim as panquecas ficam do mesmo tamanho. Depois de fritas elas devem ficar bem finas (se a massa estiver grossa, junte um pouquinho mais de leite).

3º Vá empilhando em um prato.

 

Recheio

1º Frite os cubinhos de bacon em sua própria gordura.

2º Acrescente o azeite.

3º Doure a erva-doce, depois junte a cebola e o alho.

4º Acrescente a carne moída, deixe fritar até que pare de soltar água e tempere com sal e pimenta-do-reino.

5º Acrescente o tomate, o purê de tomate e deixe ferver em fogo baixo para apurar o molho. O recheio deve ficar bem grosso.

6º Termine adicionando a salsa picada.

7º A mussarela ralada você vai usar na montagem.

 

Cobertura

1º Coloque o azeite para esquente e doure a cebola e o alho.

3º Junte os tomates, tempere com sal e pimenta-do-reino e deixe derreter em fogo baixo.

4º Finalize acrescentando salsinha picada.

 

Montagem

1º Recheie as panquecas com a carne, um pouco de mussarela ralada e enrole.

2º Coloque-as em um refratário e, por cima, jogue a cobertura de molho de tomate.

3º Finalize salpicando queijo mussarela ralado.

4º Leve ao forno até que o queijo fique derretido.

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foto: Ângelo Mello

 

O que é, o que é: é de origem italiana, tem uma massa como base, leva tomate, queijo, orégano, azeite e vai pro forno? Se você respondeu pizza você E-E-E-errou! Na verdade me refiro à bruschetta, uma das muitas delícias que pertencem à culinária italiana. A palavra é uma derivação de “bruscato” que em italiano significa tostado ou torrado.

Considero a bruschetta um prato super versátil e grau zero de execução. Serve de antepasto/ entrada, de aperitivo… lá em casa ela vira até prato principal! Existem várias receitas, mas eu prefiro a original, a italianíssima di pomodoro. Gosto de fazer de acordo com a receita que vi há muito tempo sendo executada por um legítimo chef italiano que participava do programa Diário do Olivier que vai ao ar todas as quintas-feiras, no canal fechado GNT, às 22h30min.

O pão tradicional utilizado na receita da bruschetta é o italiano, mas quando não encontro faço com pão francês e fica ótimo também! Pré-aqueça o forno. Corte o pão em fatias de aproximadamente dois centímetros de espessura. Coloque-as no forno alguns minutinhos só pra começar a tostar. Enquanto isso separe um tomate concassé picado para cada fatia de pão, cebola picadinha, dentes de alho, queijo parmesão, azeite e orégano. Fique de olho no pão! Dê uma olhada e, se as bordas estiverem começando a tostar, pode retirar. Esfregue o dente de alho em cada uma das fatias de pão, depois regue com um fio de azeite extravirgem. Nessa hora o cheiro já fica ótimo e até dá vontade de começar a comer, mas espere que a história fica muito melhor. Pra encompridar a conversa junte os tomates com a cebola e tempere com sal. Coloque essa espécie de saladinha sobre a fatia de pão quentinho. Depois venha com o queijo parmesão ralado e finalize com um fio de azeite e o orégano. Coloque no forno novamente e espere derreter o queijo.

 Ai, ai… quando você der a primeira mordida vai sentir que os pedacinhos de tomate, apesar de inteiros, vão derreter na sua boca porque estão sem a pele. Portanto, faz toda diferença usar o tomate concassé, ok!?

Aproveite essa sugestão rápida e deliciosa pra fazer hoje à noite e bom apetite!

foto: Ângelo Mello

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O termo vem do francês concasser que significa esmagar. Segundo minhas pesquisas, a técnica é designada para esmagar ervas, ou triturar temperos em grão ou, ainda, fazer legumes descascados, sem sementes e picados. O termo é mais aplicado ao tomate que tem a pele e as sementes retiradas e é picado em pequenos cubinhos. Daí chama-se tomate concassé ou concassé de tomates. Uma técnica “mão na roda” pra facilitar sua vida de cozinheiro(a) e que vai deixar molhos e outras receitas muito mais interessantes. Porque ninguém merece aquela casquinha de tomate enroladinha no meio da comida!

 

 

 

Para fazer tomates concassé é preciso escolher frutos maduros, porém firmes. 1. Faça um corte superficial em formato de cruz na ponta do tomate. 2. Coloque-o em água fervente e deixe por alguns instantes, não dá nem 15 segundos. Você vai perceber que a pele começa a soltar. 3. Retire o tomate da água quente e o mergulhe numa bacia com água bem gelada, pode até colocar cubos de gelo no meio. Esse processo precisa ser feito para interromper o cozimento do tomate. 4. Agora retire a pele… uma facilidade, ela sai que sai fácil. 5. Descarte as sementes e corte a polpa em cubinhos para que o tomate se torne tomate concassé.

 

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